terça-feira, 5 de outubro de 2010

O plebiscito de 31 de outubro

No primeiro turno, Dilma vence com mais de 46% dos votos
FOTO: Roberto Stuckert Filho

No primeiro turno, Dilma vence com mais de 46% dos votos

A decisão sobre que caminho o Brasil deve seguir foi adiada
Agora é plebiscito dia 31 e outubro
Neste dia os brasileiros diremos SIM ou NÃO para a continuidade das politicas de Lula

A hora é agora, ou façamos cada um de nossa parte ou o Brasil naufraga em 31 de outubro
Caso não trabalhemos com afinco perderemos o bonde da história neste 31 de outubro

Vamos fazer desta campanha uma forma de esclarecer e politizar a população
No dia de votação o que vi de gente desinformada sobre o governo Lula não está no gibi
Para não caracterizar boca-de-urna, conversei com várias pessoas após terem votado
E muitos diziam "ah, ninguém nunca faz nada por mim" embora carregasse nas mãos a chave do carro comprado com os incentivos e linhas de crédito do governo Lula

Nem atentaram para a melhora, para todos, do poder aquisitivo
Portanto este segundo turno tem este lado bom, o de politizar e esclarecer mais as pessoas para o plebiscito de 31 de outubro
As pessoas estão desinformadas sobre os avanços do governo Lula
Tive a impressão de que as pessoas pensam que gostam de Lula devido às suas lindas pernas e não  por causa de mais comida na mesa para todos

Outros me disseram "ah, a Dilma não vai seguir a política de Lula" no que respondi: ah meu filho, ela já está seguindo! Tá ai o PAC, a banda larga para todos, o pre-sal, a petrobras arrecadando mais de 100 milhões sem precisar ser privatizada como fez fhc com a Vale.
Quem vc acha que vai continuar a política de Lula? O Serra ou a Dilma, que já fez e vai continuar fazendo, não vai detonar o PROUNI, o Bolsa Familia que tira as crianças pobres das beiras das estradas e as coloca nas escolas
Pense nisso, pense na importância do plebiscito de 31 de outubro,

Amigos e amigas, não há muito tempo para conjecturas, vamos colocar urgente a campanha do plebiscito nas ruas,
Não temos muito tempo agora para conjecturas
Neste segundo turno temos que conversar com as pessoas que só se informam pela velha midia, e são milhões

O nosso papel como formadores de opinião é fazer emergir das urnas um Brasil mais consciente de si e sabedor do caminho a seguir no histórico referndum de 31 de outubro
Sim, depois de anos de desinformação, o período de 30 dias é insuficente para esclarecermos o eleitorado sobre tudo
Por outro lado é tempo suficiente para que as pessoas saibam o  porque do SIM x NÃO para o Brasil continuar mudando

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Preciso partir para travar a guerra SPIN x SPAM

Participe da campanha "Voto Útil Contra a Baixaria"

Pelo bem do Brasil, envie esta postagem para seus contatos

Caro(a)  amigo(a),  a democracia brasileira está em risco com esta avalanche de ataques covardes contra a candidata Dilma Rousseff.

Como se sabe, tais infâmias são patrocinadas pelo candidato Zé Serra que, não tendo propostas e projetos a apresentar, optou pelo jogo sujo como forma de chegar ao segundo turno neste 3 de outubro.

Não podemos permitir que isto aconteca, o nosso País não merece um espetáculo tão triste.

A imprensa mundial tem noticiado que a baixaria tomou de conta nestas eleições, o debate salutar ficou de lada, relatam os jornais internacionais.

Esta tática não pode ser vitoriosa.

Por isso caro(a) amigo(a) que não votará em Serra de jeito nenhum mas que pretende votar na Marina Silva.]
Amigo(a), não faça isso, sim, a Marina é uma pessoa boa mas está sendo usada pelo baronato da mídia para levar Serra para o segundo turno.

Para evitar isso, vote em Dilma já neste 3 de outubro.

Vamos dar um basta a este show do Zé Baixaria.

O Brasil não merece.


Segue abaixo, uma coletânea do site "Seja Dita Verdade", numa única relação os desmentidos para todas as infâmias patrocinadas por Zé Baixaria contra Dilma:


Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:
A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb
A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc
O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ
Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW
Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX
Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn
Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg
Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH
Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t
Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F
Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58
Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c
Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

FONTE: http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2091

A carta aberta de juristas em defesa de Lula

A carta aberta de juristas em defesa de Lula

Publicada por Luiz Carlos Azenha, em seu blog


Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio
AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC
ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP
ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE
ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP
ARTUR STAMFORD - Professor da UFPE
CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP
CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB
CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e Professor da UFF
DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP
DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ
DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP
ENZO BELLO – Professor da UFF
FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio
FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ
FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP
FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP
FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio
GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP
GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio
GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
GUSTAVO JUST – Professor da UFPE
HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB
HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES
IGOR TAMASAUSKAS - Advogado
JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA
JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Pernambuco
JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE
JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie
LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS
LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE
LUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP
LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado
LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça
LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR
MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio
MARCELO CATTONI – Professor da UFMG
MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco
MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio
MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado
MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de Direito da UFC
MARCOS CHIAPARINI - Advogado
MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA
MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário
MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR
MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP
RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE
REGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio
RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR
RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ
ROBERTO CALDAS - Advogado
ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio
SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP
THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio
WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ
WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

FONTE:  http://www.viomundo.com.br
Link da matéria: http://www.viomundo.com.br/politica/a-carta-aberta-de-juristas-em-defesa-de-lula.html

Megacomício de Dilma em SP, mesmo debaixo de chuva - Clique aqui

Sob forte chuva SP aclama os candidatos da coligação Para o Brasil Seguir Mudando

O pastor, a eleição e a "iniquidade"

O pastor, a eleição e a "iniquidade"
Publicada por Luiz Carlos Azenha

Publico este texto a pedido de um leitor evangélico, o Umbelino Anderson Oliveira.

Democracia Versus Iniquidade: O purismo religioso à disposição do retrocesso
… vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz …
(Zé Ramalho)


Nestas últimas semanas, muitos evangélicos, sobretudo batistas, foram naufragados com e-mails que sugeriam ufanisticamente assistir a uma proposta do Pr. Paschoal Piragine de não votar, nesse pleito democrático de 2010, no Partido dos Trabalhadores (PT).
 
Não atentando obrigatoriamente às leis eleitorais que regem democraticamente o seu país (1), o Pr. Piragine, no início de sua homilia política, construiu o axioma de sua fala associando, forçosamente, à pregação cristã, um conceito de pureza étnica ao lado de outro, o de unidade nacional antigotestamentária, ambos sob a flâmula escatológica da "iniquidade" – um conceito de exclusão social que os próprios fariseus usaram contra Jesus Cristo (que, para eles, era um iníquo e que, por isso, merecia a morte, a morte de cruz[2]).

Em passo seguinte, sem lembrar dos conflitos religiosos dos séculos XVI ao XVIII que, inclusive, retalharam mortalmente reformadores e prote stantes (3), o pastor associou culposamente ao Partido dos Trabalhares e ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, o problema do homossexualismo, da homofobia, do infanticídio indígena, da pedofilia, do fim da liberdade religiosa, da pornografia, do divórcio, da violência familiar, do homicídio familiar, do esquartejamento de feto, da pobreza etc. Sem querer defender a coligação PSDB e DEM (antigo PFL da ditadura torturenta e militar), ou do Partido Verde, PSTU, PCO, PT, PSDC, PRTB ou PCB, quero questionar a posição política do pastor Piragine, um pastor que se quer fazer teólogo da Missão Integral da Igreja – mesmo que usada como estratégia de crescimento de Igreja.

Democracia e Intolerância sob o ponto de vista da Teologia Cristã Política

À luz das Teorias do Direito contemporâneo de Jürgen Habermas (4) e de John Rawls (5), as perspectivas sócio-democráticas dos nossos tempos respondem à pluralidade de valores e, sobretudo, às necessárias garantias dos direitos individuais.

Estas teorias democráticas se acenderam devido aos conflitos sangrentos da noite de São Bartolomeu, do conflito religioso na cidade de Münzer, dos massacres aos trabalhadores acontecidos no período da Revolução Industrial, do massacre étnico promovido pelo Nazismo a partir de um princípio de iniquidade religiosa, moral e étnica: conflitos de ontem, conflitos de hoje.

Assim, as Teorias Democráticas do Direito indicam ser necessário que os princípios reguladores das sociedades que pretendem ser democráticas se balizem pela Declaração dos Direitos Humanos. Ora, a luta ideológica destes pensadores, ao defenderem a Democracia e os Direitos Fundamentais, visa contornar as compreensões particulares e intolerantes de mundo que, entre várias possibilidades, objetiva associar liberdade individual à prática da iniquidade religiosa.


A luta pela dissolução da democracia e a ressurreição das compreensões particulares de iniquidade são responsáveis pela morte de evangélicos e católicos no mundo islâmico fundamentalista, é responsável pela morte de torcedores de futebol (palmerenses, flamenguistas, vascaínos, hooligans e muitos outros), foi responsável pelas mortes históricas de negros e índios cometidas inclusive por evangélicos batistas e presbiterianos nos EUA, pela vergonhosa perseguição e preconceito aos bolivianos no subúrbio de São Paulo, pelo preconceito aos nordestinos e pela perseguição fatal ao cristianismo e ao seu fundador nos anos que vão do 34 ao 40 de nossa era cristã.

Em épocas de profundas crises sociais, o ufanismo irrefletido procura culpar a diversidade cultural pelos problemas que lhe sejam atuais: o governo republicano de Bush não revelou ao seu país que o próprio governo americano (nas gestões executivas dos republicanos) tinha militarizado o Iraque de Saddam Hussein e as milícias de Osama Bin Laden na luta contra o Irã e a antiga União Soviética respectivamente, e, após alguns anos, deu andamento a vários massacres militares, pois o julgaram como culpados pela crise sócio-econômica que explodiu nos anos de 2008 e 2009, e porque eram fracos – considerando que os EUA não têm coragem de invadir Cuba, China (a sua maior aliada comercial e cambial) e Irã; a Alemanha nazista queria culpar os judeus, os ciganos, os eslavos etc., por sua crise sócio-econômica surgida após a primeira guerra mundial.

Há vários exemplos de como a ideia de iniquidade surge como medida para excluir o outro para que, assim, se implante um regime político ou religioso purificado da democracia, e sob o terror da justiça apocalíptica de JHWH, Alá, Deus, do Estado Comunista (que é completamente diferente das políticas que se autodiferenciam destas quando se apresentam como socialistas) e, por mais absurdo que possa parecer a todos, de Jesus Cristo (6).

Assim, as discussões sobre a Democracia Deliberativa e sobre os Direitos Universais da Mulher e do Homem, não podem ser vistas sob a ótica da iniquidade religiosa. Immanuel Kant (7) ensina que a convivência política só caminha sob a perspectiva da liberdade e da garantia da individualidade recíproca. Soberanamente, Jesus nos ensina que o outro, mesmo que este seja o Samaritano iníquo (sob o ponto de vista da TORAH farisaica), não deve ser portador de um julgamento moral ou de retaliação social, mas de amor, de amor integral.

No mundo encontrado por Jesus havia absolutizações que escravizavam o homem: absolutização da religião, da tradição e da lei. A religião não era mais a forma como o homem exprimia sua abertura para Deus, mas se substantivara num mundo em si de ritos e sacrifícios. Liga-se à tradição profética (Mc. 7,6-8) e diz que mais importante que o culto é o amor, a justiça e a misericórdia (8).

Indo em colisão aos ensinos de Cristo presentes nos quatros Evangelhos, o Pr. Paschoal Piragine ressuscitou o conceito de iniquidade etnocêntrica usando inteligentemente um mecanismo de manobra ideológica entre palavras e vídeos: vídeo não explica, seduz e co-move; púlpito é espaço de homilia e não de política (ação que exige argumentação e debate público entre opositores). Por este mecanismo de irreflexão e empunhando um ufanismo autodestrutivo, o pastor da Primeira Igreja Batista de Curitiba desferiu a ação curralesca de dirigir os votos de uma Igreja num pleito que se pretende democrático: "não votem …!", em nome de uma religião purificada da iniquidade.

Contudo, mutatis mutandis, se o Pastor Piragini levar às últimas consequências a sua ética da luta veemente contra a iniquidade e, por isso, começar a ver per se que os seus aliados, alguns bispos da CNBB (ou mais especificamente da Canção Nova?) e outros, não cristãos, que ele d iz estarem afins a esta luta, não se adequam ao seu conceito de iniquidade? Ele os trairá pedindo para que a Constituição do Brasil suspenda o direito do catolicismo, do espiritismo, do luteranismo, do presbiterianismo, do pentecostalismo, das religiões indígenas, do ateísmo, dos batistas arminianos, dos batistas calvinistas, dos batistras tradicionais, dos outros batistas que não sejam da Primeira Igreja Batista de Curitiba, dos batistas que não sejam ele mesmo?

Deste modo, pode-se ver que a iniquidade parece ser mais uma ideia subjetiva que o respeito e o amor ao próximo; quando a ideia da iniquidade tem mais peso em vídeos programados para iludirem que as palavras de Jesus, então o conceito de iniquidade deixa de ser divino para ser malévolo.

A iniquidade não pode estar atrelada ao conceito de pureza étnica (9) ou religiosa. Há profundas diferenças entre os conceitos de iniquidade desenvolvidos em passagens do primeiro testamento cristão e aqueles desenvolvidos no segundo testamento cristão. A luta da Igreja de Cristo é por antecipar o Reino de Deus, gozando o eu paráclito e exercendo a transparência de Cristo. A Missão Integral da Igreja de Cristo não deve promover uma batalha da integridade moral burguesa e excludente, mas da integridade humana daqueles que precisam ser filhos de Deus. Se for assim, um pleito democrático sobre a integridade não pode nascer daqueles que sentam em dízimos e constituem abastardas propriedades, mas de todos que queiram lutar por dignidade e que precisam de Deus.

A Missão Integral não é uma experiência teológica onde se discute crescimento estratégico de Igreja, pois não é uma teologia da propaganda concorrencial de marketing mercadológico (10). Antes, a Missão Integral da Igreja é a reflexão de nossa Missão em Cristo que não condena e, por isso, não pede a crucificação ou o banimento constitucional do diferente, do outro.

Todas as vezes que a Igreja retroagir à democracia em nome de uma iniquidade humana, ela pedirá a crucificação de Cristo, tal como os fariseus o fizeram.

Cristianismo não é estratégia nem para crescimento de Igreja e nem para falsidade político-ideológica.

Com John Stott (11), vejo a Missão Integral da Igreja Cristã como uma experiência de repensar a atitude de relação social da igreja com seu tempo, associando-se radicalmente ao Deus encarnado (Cristo Jesus) que nos abre o véu da ignorância e nos chama a dialogar e a cuidar de todos: bons e ruins , ricos e pobres, fortes e fracos.

Existe uma segunda razão por que as pessoas desenvolveram uma aversão pela idéia de conversão. Diz respeito à impressão de imperialismo arrogante que alguns evangelistas às vezes dão (12).
O que nos é proibido é toda retórica tendenciosa, toda manipulação deliberada de resultados, toda artificialidade, hipocrisia e representação, toda atitude de colocar-se em frente a um espelho com o objetivo de, conscientemente, planejar nossos gestos e caretas, toda autopropaganda e autoconfiança. De maneira mais positiva, devemos ser nós mesmos, ser naturais, desenvolver e exercitar os dons que Deus nos deu e, ao mesmo tempo, depositar nossa confiança não em nós mesmos, mas no Espírito, que concorda em operar por meio de nós (13).

Com Jürgen Moltmann, visualizo um imperativo à Igreja de Cristo de vivência pela integridade humana, onde esta comunidade humana de Cristo surja no mundo como antecipação do Reino de Deus (14). A luta pelo novo que vem de Deus é viver, sobretudo, uma fé pascoal (mas não Paschoal) em Cristo – Ele mesmo, filho de Deus, que foi preterido por uma população extasiada (talvez expressando sua opinião por meios de palmas efusivas) que gritou e apoiou veementemente pela libertação de Barrabás.

Considerações Finais

É difícil pedir para que a Igreja de Cristo jogue pedra caluniosa em nome de uma hipotética iniquidade. Nem a mulher adúltera, Estevão, os ladrões, os assassinos, eu mesmo, os homossexuais, os pobres, as crianças que morrem nos lixões de Curitiba (por causa do modelo monetário capitalista – a moeda que tem o rosto de César – que é a mesma que constrói grandes Igrejas Evangélicas), nem mesmo as crianças indígenas que morrem por problemas culturais, por doenças trazidas pelos comerciantes, por ladrões, por missionários bons e maus etc., devem ser objeto de julgamentos, mas de cuidado e amor. Quem deve ter direito à justiça? Quem deve ter direito à igualdade?

É tempo da Igreja de Cristo no Brasil descobrir que ela não vive mais em sociedades absolutistas. Se isso for verdade, o regime democrático que rege constitucionalmente o nosso país pede para que todos exerçam sua cidadania, conheçam a Constituição Federal e participem dos fóruns públicos visando a uma melhor regulamentação do direito público e do privado, sempre à luz da Declaração dos Direitos Humanos. Se alguém satanizar os Direitos Humanos, esse estará satanizando a garantia da liberdade religiosa dos batistas, presbiterianos, católicos, espíritas, negros, índios, brancos, pardos etc. Sem o direito do outro, não há o meu direito; sem o meu direito, não há o direito do outro. Se Deus não amar e cuidar do outro, por que ele haveria de amar e cuidar de mim? Se Deus cuida e ama a mim, por que ele não haveria de amar e cuidar de outros além de mim mesmo?

*Manoel Ribeiro de Moraes Jr é doutor em Ciências da Religião (UMESP), mestre em Ética e Filosofia Política (UERJ) e graduado em Filosofia (UERJ) e em Teologia (STBSB). É Diretor Acadêmico do Seminário Teológico Batista Equatorial/FATEBE e professor adjunto de Filosofia na Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Referências Bibliográficas
BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
CRÜSEMANN, Frank. "A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento" in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
DOUGLAS, M. "A impureza ritual" in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d).
FERRY, Luc. Filosofia Política. El derecho: la nueva querella de los antiguos y los modernos. México: Fondo de cultura económica, 1991.
GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
HABERMAS, Jürgen. "O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade" in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997.
MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.
MOLTMANN, Jürgen. Teologia da Esperança. Estudos sobre os fundamentos e as conseqüências de uma escatologia cristã. São Paulo: Loyola, Teológia, 2005.
MOXNES, Halvor. "Regras de pureza e ordem social" in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995.
PIRAGINE, P. Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções. São Paulo: Vida, 2006.
RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
RAWLS, John. A Theory of Justice. Oxford: Oxford University Press, 1971
RAWLS, John. Political Liberalism. New York: Columbia University Press. 1993.
RAWLS, John. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.
Notas
(1) Lei 9.504/97 regulamentada pelo artigo 13 da Resolução 22.718/2008 do TSE.
(2) Sobre a relação entre o código de ética farisaico que anexa a pureza "étnica" à " iniqüidade religiosa", cf. MOXNES, Halvor. "Regras de pureza e ordem social" in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995, pp. 99-106. Sobre os problemas de interpretação surgidos a partir de relações teológicas não refletidas entre os códigos da Torah e o Novo Testamento cristão, cf. CRÜSEMANN, Frank. "A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento" in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
(3) CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
(4) Cf. HABERMAS, Jürgen. "O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade" in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997, pp. 17-63.
(5) RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(6) GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
(7) RAWLS, J. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(8) BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
(9) A antropóloga inglesa Mary Douglas afirma que as religiões étnicas aprofundam sua demonologia do outro a partir de uma cosmovisão que substancializa o cumprimento das éticas nacionais e a rejeição das outras formas de vida como a única forma de garantir a estabilidade sócio-econômica. Para mais, cf. DOUGLAS, M. "A impureza ritual" in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d), pp. 19-42.
(10) Com a obra Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções (São Paulo: Vida, 2006), Piragine não percebe que o paradigma da Missão Integral foge à lógica estratégica da correlação marketeira entre "crescimento" e "evangelização".
(11) STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.
(12) Idem, ibdem, p. 132.
(13) Idem, p. 154.
(14) MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.

FONTE:  http://www.viomundo.com.br/politica/o-pastor-a-eleicao-e-a-iniquidade.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Artigo Recomendado Por D: A testemunha-bomba do Ali Kamel.
Ou o “Manual da Baixaria”

Olá jose carlos lima,

A seguinte notícia do site Conversa Afiada - A testemunha-bomba do Ali Kamel.
Ou o "Manual da Baixaria"
foi enviada para você por D (mensariodemarte@gmail.com)
Comentário:
N/A
A testemunha-bomba do Ali Kamel.
Ou o "Manual da Baixaria"

Postado Por redacao Em 27 de setembro de 2010 (10:13) Na Categoria PiG

Na foto, o guerrilheiro das FARC que vai destruir a Dilma
Diante do retumbante fracasso do jenio no debate da Record – clique aqui para ler "quer dizer que ele ia virar nos debates" – este ordinário blogueiro reafirma uma de suas teses mais antigas: a baixaria é a última bala do Serra.

(Outra, também de sua predileção: o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente da República do que o Serra.)

Nesta última semana, o Ali Kamel, o mais poderoso jornalista que a Globo já teve, disporá de variado conjunto de baixarias para destruir a Dilma.

Vamos tratar delas, aqui.

- Manipular o Globope e o Datafalha.

Essa é uma arma clássica. Um bacamarte do PiG (*) e da elite branca (no caso de São Paulo, a elite é separatista).

Só no Brasil pesquisa de opinião pública tem essa i mportância.

É porque ela se tornou um instrumento do PiG (*) para manipular (da margem de erro à amostragem) e favorecer o candidato não-trabalhista.

Hoje, dois institutos de pesquisa mineiros – Vox e Sensus – conseguiram quebrar o monopólio do Datafalha e do Globope.

Mas, eles não tem a repercussão que o PiG (*) dá aos outros, tradicionais.

Amigo navegante me diz que, uma semana antes da eleição, o Montenegro do Globope não erra mais.

Já errou tudo o que tinha que errar.

Tenho as minhas dúvidas.

A capacidade de errar do Montenegro é infinita.


- Anabolizar outro escândalo.

O Conversa Afiada desconfia que exista uma central de produção de escândalos, uma espécie de McDonalds da Baixaria.

Uma central única de trabalhadores do Golpe.

Eles produzem a "reportagem", a distribuição da "repo rtagem", a repercussão da "reportagem", a réplica da "reportagem" e a re-alimentação da "reportagem".

O Ali Kamel entra com a edição da "reportagem".

Entra com a distribuição das ênfases.

Como aconteceu no jornal nacional de sábado.

O Estadão produziu  a 267ª. denúncia da semana.

Aí, o jornal nacional fez uma longa reportagem sobre a denúncia.

Um VT completo, com repórter política de Brasília, que, com o que resta de sua credibilidade, dá uma mão de verniz na "reportagem".

Aí chove desmentido, que torna a "reportagem" um não-evento.

Os desmentidos aparecem sem VT, rapidinho, na boca do locutor, um amontoado em cima do outro.

Quer dizer, a denúncia do outro, do Estadão, merece crédito.

Os desmentidos vão para o ralo do Kamel.



- Editar o debate da Globo

Essa é um a velha trapaça da Globo.

Foi o que ela fez na eleição do Collor e quando levou a eleição de 2006 para o segundo turno.

Clique aqui para ler "O primeiro Golpe já houve; falta o segundo".

Utilizar o jornal nacional de sexta e sábado para desmoralizar o candidato trabalhista, sem direito a resposta.

Já não haverá tempo no horário eleitoral para desmontar a patranha.

No jornal nacional não haverá espaço para desmentir o jornal nacional.

Então, mesmo que o jenio tenha o desempenho desastroso como no debate da Record, o Kamel o transformará num Churchill.

E a Dilma será devidamente destroçada, como Ali Kamel de então fez com o Lula diante do Collor: tudo o que o Collor fez de bom e tudo o que a Dilma fez mau.

A esse VT se segue um editorial do Alexandre Maluf Garcia, para dizer que a Democracia se constrói com a vitória do Serra.

(Depois o Eugênio Bucci vai dizer no Estadão que Liberdade de Imprensa é isso aí. Quantos Bucci cabem num Eugênio ?)


-  Coonestar a fraude da urna eletrônica

A Globo é especialista na matéria.

Na primeira eleição do Brizola para governador, a Globo coonestou a patranha que o SNI, a Polícia Federal e uma parte da Justiça Eleitoral montaram para roubar a eleição no computador.

O Ali Kamel conhece o assunto, porque mereceu um modesto livro deste ordinário blogueiro para comprovar o papel criminoso da Globo – "Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral".

Se a eleição terminar apertada, é perfeitamente possível roubar no computador.

O Stanley Burburinho, recentemente e neste ordinário blog, já demonstrou isso.

Eleição no computador sem "papelzinho", como dizia o grande Brizola, é convite à fraude.

Só no Brasil a eleição no computador não tem papelzinho.

Trata-se de uma contribuição de Nelson Jobim, Eduardo Azeredo e Marco Aurélio de Mello á Civilização Pós-Moderna do Ocidente.

Se persistir alguma dúvida, leiam no Valor de hoje, pág. B3, um perfil de Silvio Meira, um dos responsáveis pela criação do "Porto Digital", em Recife, que hoje abriga 160 empresas de TI.

Diz Meira, "Sistema de urna eletrônica está furado".

Qualquer hacker de quinta categoria, desses que poderiam estar a serviço do Graeff, qualquer um pode violar o sistema de apuração do TSE de forma "relativamente simples", diz o Meira.< br />
É a sopa no mel.

O hacker viola, a eleição mela, tem que haver uma recontagem na Florida, edição extra da Fox (jornal nacional) diz que o Bush ganhou, vai tudo para o TSE, o Gilmar Dantas (**) assume a vaga de titular – e o Serra vence, por estreita margem.

E dá uma entrevista gloriosa na bancada do Casal 45 (que se mostrará em êxtase profundo).

Antonin Scalia é o que não falta.


- A última arma: a testemunha-bomba

Livros que analisam a manipulação da televisão para fraudar uma eleição costumam dar dois exemplos clássicos: a edição do debate da Globo para eleger o Collor.

E o que a Televisa (a Globo do México) fez para eleger o Carlos Salinas de Gortari.

Salinas, como se sabe, foi precursor da frente neoliberal que arrasou a América Latina e da qual o Farol de Alexandria é expoente.

Salinas entregou a telefonia do país inteiro ao C arlos Slim e fez dele o homem mais rico do mundo.

O irmão de Salinas, campeão da privatização dos telefones, morreu na cadeira.

Salinas fugiu para a Irlanda.

Clique aqui para ler "FHC corta os pulsos em inglês")

Na véspera da eleição contra Cuháutemoc Cárdenas em 1988, apareceram na televisão uns camponeses para dizer que eram maltratados na fazenda da família de Cárdenas.

Testemunhas-bomba de ultima hora.

Com a cara de infelizes, vilipendiados, perseguidos por patrões impiedosos.

Testemunhas que falavam à alma do povo mexicano.

(Depois, soube-se, eram uns patranheiros, a soldo da campanha do Salinas.)

Deu-se a eleição.

Com patranha e tudo, Cárdenas saiu na frente na apuração pelo computador.

De repente, com a ajuda decisiva da Televisa, se disse "se cayó el sistema" – o sistema pifou.

Depois de dias de impasse, a houve a recontagem, Salinas ganhou e a Televisa celebrou com o Casal 45 dela, um âncora famoso no México de então, Jacobo Zabludovsky.

No programa "24 Horas", Jacobo era uma combinação de Casal 45, a urubóloga, o Waack e o Jabôr, numa só pessoa.

No gabinete ao lado do presidente Salinas havia um pequeno estúdio, sempre pronto para entrar em ação.

Era dali que, quando bem entendesse, concedia entrevistas "exclusivas" à Televisa.

(Este ordinário blogueiro o entrevistou ali mesmo.)

Ali Kamel pode ter uma testemunha bomba escondida na manga: um camponês que trabalhou nas terras do pai da Dilma na Bulgária.

Um torturador da Dilma pode contar se ele "cantou" sob tortura.

Um empregado da lojinha da Dilma pode dizer que ela não recolhia do Fundo de Garantia.

Um guerrilheiro das FARC vai dizer que a Dilma o ensinou a atirar.

(Para assaltar banco, a aula era com o Aloysio Nunes Ferreira.)

Um membro do PCC vai confessar que a Dilma o protegia na Casa Civil.

O Fernandinho Beira-Mar contará que, sem a Dilma, não teria conseguido enriquecer.

O Nem na Rocinha vai dizer que a Dilma é chegada a um pagode lá em cima.

Testemunha é o que não falta.

Zabludovsky muito menos.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

D enviou-lhe uma página de Brasilianas.Org

Brasilianas.Org

D achou interessante esse conteúdo do site Brasilianas.Org e gostaria de compartilhá-lo com você.

O falso risco à democracia

by luisnassif

Folha de S.Paulo -

Vladimir Safatle: Os que "defendem a democracia" - 27/09/2010


VLADIMIR SAFATLE

Os que "defendem a democracia'

Por trás dessa "defesa", há uma mutação; com esses defensores, a democracia não precisa de inimigos

A RETA FINAL desta campanha presidencial talvez seja lembrada como o início de um certo realinhamento da política brasileira. Durante o governo Lula, vimos várias críticas às práticas políticas do consórcio governista. De fato, um dos pontos fracos do governo foi a ausência de vontade política capaz de ultrapassar os vícios institucionais da democracia brasileira, suas negociações obscuras, impronunciáveis, assim como de inaugurar um ciclo de aprofundamento das práticas de participação popular na gestão do Estado.
Clique aqui para saber mais sobre o nosso site

Dilma é uma líder extraordinária, diz imprensa estrangeira - Clique aqui

Folha, isenta? Nem o Serra engole essa

Link: http://www.tijolaco.com/27460 (sent via Shareaholic-Publishers)

Assim como mostramos (aqui e aqui) que o apoio do Estadão a Serra, na verdade, é uma declaração de "tudo menos Lula", o editorial de hoje, na capa da Folha de S. Paulo não passa de mais uma peça hipócrita de quem coloca desabridamente o jornal a serviço de uma candidatura  e nem sequer assu

Meu comentário

Vou aproveitar o envio via email deste link do Brizola Neto para inserir estes dois textos do Miguel do Rosário:

Globo continua dando cartaz ao ex-presidiário





Essa é demais. Na falta de prata, a mídia está usando qualquer lixo para fundir a bala que irá matar a candidatura de Dilma Rousseff. Dar cartaz a um homem com a ficha criminal de Rubnei Quicóli é simplesmente fim de linha. O homem acusa a Casa Civil de uma propina que não foi paga, não apresenta nenhuma prova de que foi sequer ofertada,  e mesmo assim ganha 7 minutos no Jornal Nacional, e agora a página inteira de abertura do caderno mais importante do jornal O Globo. Repare que a matéria sequer menciona o fato de Quicoli não possuir provas para a acusação que faz. As tais contas que ele apresenta não significam absolutamente nada, visto que ele mesmo informa que não foi paga nenhuma propina. Tampouco menciona o histórico de Quícoli, apresentado pela matéria como "empresário".

Na verdade, a maioria das pessoas não lêem esse tipo de matéria. Mesmo entre os que compram ou assinam o Globo, uma boa parte lê somente a manchete, que traz uma informação caluniosa: "tráfico de influência com conta no exterior". Ora, Quicoli não apresentou prova nenhuma de tráfico de influência, quanto mais de conta no exterior. O filho da Erenice tem outras acusações nas costas, mas não através de Quicoli, que caiu de paraquedas em plena campanha eleitoral cheio de histórias mirabolantes.

O Globo além disso mergulhou de vez no jornalismo de segunda mão. Em vez de apurar as denúncias por conta própria, o jornal repete "segundo Veja" por todo o texto, como se a revista fosse uma fonte primária e como se não fosse... a Veja.

A característica mais marcante do texto, porém, é o uso de verbos na condicional. Como não há prova de nada, o jornal diz apenas que "haveria", "que teriam pago", etc. Examine o início do texto. Eu pus os verbos em cor vermelha:

O esquema de tráfico de influência instalado na Casa Civil contaria até com duas contas em Hong Kong, na China, para onde deveriam ser enviadas as propinas pagas pelas facilidades obtidas, segundo o empresário Rubnei Quícoli, de Campinas. Esse esquema seria comandando pelo ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio de Oliveira, seu sobrinho Vinícius Castro, ex-funcionário da Casa Civil, e Israel Guerra, filho da exministra da pasta Erenice Guerra.

Outro fato curioso é a insistência da mídia em apresentar a saída de um ministro como prova de sua culpabilidade. Trata-se do creme do cinismo canalha. Mesmo sendo inocente, torna-se praticamente inviável à qualquer pessoa exercer um trabalho no Executivo. Além disso, o fato de se agastar não legitima todas as denúncias feitas a ela. Não é um bom sinal, por certo, mas não se pode ignorar o princípio da presunção da inocência só porque a pessoa se demitiu ou foi demitida.

...................
Aqui o segundo texto:

Plínio e os udenistas da direita

Tenho amigos que votarão no Plínio, mas não posso deixar de criticar o udenismo vulgar que o candidato do PSOL usou no debate de domingo, na Record, e que, pela repetição sistemática de clichês moralistas em todo certame, deve ser a estratégia do partido nessa reta final.

A afirmação que "Psol não tolera corrupção" me parece extremamente arrogante, como se o partido pudesse de controlar os vícios humanos. Gaba-se de que o partido não tem casos de corrupção, o que é fácil para um partido minúsculo e criado há poucos anos. A corrupção é um problema vinculado ao poder e ao dinheiro. É claro que os casos aumentam na proporção que um partido ganha poder. Mas como seria ingenuidade pedir que os partidos não ambicionem mais poder, a única solução para o problema é fortalecer as instâncias que investigam a corrupção no país.

Além disso, Plínio foi injusto, porque ele sabe que durante o governo Lula houve um grande aumento na quantidade de operações da Polícia Federal no combate à corrupção. Plnio surfa no antilulismo desinformador da mídia, para vender uma ilusão moralista que ainda engana muita gente.

Após protestar tanto contra a falta de tempo, Plinio tem disperdiçado blocos inteiros nos debates por pura confusão mental. Chamou Dilma de Marina sem sequer corrigir-se depois. Inventou um sofismo tolo e também udenista ao dizer que o aumento do número de investigações significa aumento da roubalheira. Ora, como Plínio pode afirmar que seu governo "não tolera corrupção" e depois zombar, levianamente, do aumento das investitações? Como ele pretende combater "a roubalheira"?

Dou parabéns a Plínio por apontado a concentração dos meios de comunicação, mas achei egoísmo de sua parte criticar apenas a omissão que, segundo ele, a imprensa faz de sua candidatura, e se negar a comentar sobre a acusação dos movimentos sociais, sindicatos, diversos partidos de esquerda, blogueiros e um importante segmento da população contra o papel da imprensa nestas eleições, publicando calúnias contra Dilma Rousseff e fazendo acusações à Serra.

Com todo o respeito que tenho pelo candidato do Psol, não posso deixar de observar que a participação de Plínio no debate mostrou um indivíduo com muita dificuldade de coordenar os pensamentos ou mesmo entender exatamente o que estava acontecendo.

Outro ponto que me incomoda em Plínio é que ele tem partido, sistematicamente, durante os debates, para os ataques pessoais, ad hominem, ou melhor, ad feminam. Os ataques que fez à Marina Silva foram de baixo nível. À Dilma, idem. Ele se acha melhor que os outros?

As centenas de milhares de estudantes que se beneficiaram do Prouni e Reuni também devem ter se sentido bastante ofendidos com as referências jocosas do candidato a esses programas. Suas críticas foram deselegantes, ainda mais por atingir jovens que vivenciam momentos muito emocionantes em suas vidas. Sua desqualificação magom esses estudantes. Plínio, um homem muito rico, esnoba da ascensão social de milhões de brasileiros pobres que ganharam acesso a universidade.

Ao mencionar a educação em São Paulo, num debate com Serra, Plínio cometeu outra grosseria, ao se referir a todos os jovens paulistas como "analfabetos". Esse tipo de afirmação, se é vista como "gracinha" pelos segmentos cultos da sociedade, constituem uma agressão imperdoável aos brasileiros pobres e com pouco acesso à cultura.

Mas eu não voto no Plínio apenas por essas grosserias, típicas de um paulista ricaço e pedante. Eu não aprovo suas propostas. Grande parte de seus eleitores encantam-se apenas com o charme socialista e independente do PSOL, mas poucos atentam para o caráter sectário de suas propostas.

Após o pagamento da dívida externa e a redução da dívida pública, a defesa do calote desta última, por exemplo, é algo simplesmente irresponsável. O Brasil hoje tem condições de ser um importante emissor de títulos públicos no mercado internacional, a juros baixos e a longo prazo. Seria uma estupidez infantil, seria jogar dinheiro fora, decretar um calote que afetaria essa credibilidade conquistada a duras penas. Alem disso, os títulos que formam a dívida pública estão hoje capilarizados junto à população, de maneira que um calote prejudicaria uma quantidade imensa de famílias de classe média.

Quanto ao limite da propriedade, trata-se de uma medida arbitrária e truculenta. Com base em que estudo, o PSOL decreta que mil hectares é o limite? É óbvio que o partido optou por um número "redondo" por uma questão de criar um símbolo. Mas você poderia concluir da mesma forma que o limite é de 2 mil hectares, ou de 3 mil ha, ou de 800 hectares. Ora, está claro que o latifúndio deve ser combatido no país, mas essa medida é tola. Por exemplo, um homem poderia ter até 20 mil hectares improdutivos sob seu controle, mas em nome de familiares. O Brasil precisa de uma reforma fundiaria sim, o que é diferente de uma reforma agrária (embora os temas sejam vinculados), mas não se pode criar uma lei dessas para um país tão desigual. Em áreas próximas a centros urbanos, por exemplo, o Estado poderia dificultar, ou ao menos não incentivar, a concentração fundiária. Mas o mesmo cuidado não seria necessário, não no mesmo grau, em áreas extremamente despovoadas do Centro-Oeste.

O PSOL engaja-se com demasiada facilidade em qualquer campanha contra o governo, o que significa dizer que se engaja sistematicamente contra qualquer ação governamental, aliando-se à mídia nesse tipo de oposição radicalizada e sectária. Desvio do São Francisco, Belo Monte, Angra III, presal? O PSOL parece ser contra tudo, e quando se pedem propostas ao partido, ele responde apenas com abstrações e generalidades.

Jà observei que Plínio tem dois grupos de eleitores. Um é formado pelo jovem idealista, ainda um pouco ingênuo em sua visão de mundo, e confundindo um pouco o fato do PSOL ser um partido muito pequeno e estar a milhas de distância do poder com uma espécie de pureza ideológica e moral.

Outro grupo é formado pelo eleitor meio desorientado com os ataques pesados que a petista sofre na imprensa e nos estratos altos da sociedade. Os ambientes empresariais costumam ser extremamente agressivos no quesito político, com uma disseminação grande de um antipetismo rancoroso. Votar em Plinio ou Marina é como levantar uma bandeirinha branca de paz. Ser eleitor da Dilma é comprar uma guerra constante e nem todo mundo está disposto a isso. Não tanto entre os pobres, onde quase não há o fenômeno do antipetismo, mas sobretudo da classe média para cima. Declarando-se eleitor de Plínio ou Marina, o eleitor é tratado como "civil", e não como "militante" e pode assistir ao combate do lado de fora, sem risco.

Mas a maioria dos eleitores de Plinio, e grande parte dos de Marina, devem ir de Dilma - se houver - no segundo turno.
http://oleododiabo.blogspot.com/

Eduardo Guimarães: Resposta aos barões da imprensa paulista - Clique aqui