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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Preciso partir para travar a guerra SPIN x SPAM

Participe da campanha "Voto Útil Contra a Baixaria"

Pelo bem do Brasil, envie esta postagem para seus contatos

Caro(a)  amigo(a),  a democracia brasileira está em risco com esta avalanche de ataques covardes contra a candidata Dilma Rousseff.

Como se sabe, tais infâmias são patrocinadas pelo candidato Zé Serra que, não tendo propostas e projetos a apresentar, optou pelo jogo sujo como forma de chegar ao segundo turno neste 3 de outubro.

Não podemos permitir que isto aconteca, o nosso País não merece um espetáculo tão triste.

A imprensa mundial tem noticiado que a baixaria tomou de conta nestas eleições, o debate salutar ficou de lada, relatam os jornais internacionais.

Esta tática não pode ser vitoriosa.

Por isso caro(a) amigo(a) que não votará em Serra de jeito nenhum mas que pretende votar na Marina Silva.]
Amigo(a), não faça isso, sim, a Marina é uma pessoa boa mas está sendo usada pelo baronato da mídia para levar Serra para o segundo turno.

Para evitar isso, vote em Dilma já neste 3 de outubro.

Vamos dar um basta a este show do Zé Baixaria.

O Brasil não merece.


Segue abaixo, uma coletânea do site "Seja Dita Verdade", numa única relação os desmentidos para todas as infâmias patrocinadas por Zé Baixaria contra Dilma:


Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:
A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb
A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc
O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ
Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW
Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX
Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn
Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg
Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH
Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t
Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F
Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58
Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c
Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

FONTE: http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2091

A carta aberta de juristas em defesa de Lula

A carta aberta de juristas em defesa de Lula

Publicada por Luiz Carlos Azenha, em seu blog


Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio
AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC
ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP
ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE
ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP
ARTUR STAMFORD - Professor da UFPE
CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP
CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB
CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e Professor da UFF
DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP
DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ
DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP
ENZO BELLO – Professor da UFF
FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio
FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ
FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP
FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP
FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio
GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP
GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio
GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
GUSTAVO JUST – Professor da UFPE
HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB
HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES
IGOR TAMASAUSKAS - Advogado
JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA
JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Pernambuco
JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE
JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie
LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS
LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE
LUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP
LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado
LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça
LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR
MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio
MARCELO CATTONI – Professor da UFMG
MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco
MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio
MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado
MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de Direito da UFC
MARCOS CHIAPARINI - Advogado
MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA
MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário
MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR
MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP
RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE
REGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio
RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR
RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ
ROBERTO CALDAS - Advogado
ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio
SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP
THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio
WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ
WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

FONTE:  http://www.viomundo.com.br
Link da matéria: http://www.viomundo.com.br/politica/a-carta-aberta-de-juristas-em-defesa-de-lula.html

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Sob forte chuva SP aclama os candidatos da coligação Para o Brasil Seguir Mudando

O pastor, a eleição e a "iniquidade"

O pastor, a eleição e a "iniquidade"
Publicada por Luiz Carlos Azenha

Publico este texto a pedido de um leitor evangélico, o Umbelino Anderson Oliveira.

Democracia Versus Iniquidade: O purismo religioso à disposição do retrocesso
… vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz …
(Zé Ramalho)


Nestas últimas semanas, muitos evangélicos, sobretudo batistas, foram naufragados com e-mails que sugeriam ufanisticamente assistir a uma proposta do Pr. Paschoal Piragine de não votar, nesse pleito democrático de 2010, no Partido dos Trabalhadores (PT).
 
Não atentando obrigatoriamente às leis eleitorais que regem democraticamente o seu país (1), o Pr. Piragine, no início de sua homilia política, construiu o axioma de sua fala associando, forçosamente, à pregação cristã, um conceito de pureza étnica ao lado de outro, o de unidade nacional antigotestamentária, ambos sob a flâmula escatológica da "iniquidade" – um conceito de exclusão social que os próprios fariseus usaram contra Jesus Cristo (que, para eles, era um iníquo e que, por isso, merecia a morte, a morte de cruz[2]).

Em passo seguinte, sem lembrar dos conflitos religiosos dos séculos XVI ao XVIII que, inclusive, retalharam mortalmente reformadores e prote stantes (3), o pastor associou culposamente ao Partido dos Trabalhares e ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, o problema do homossexualismo, da homofobia, do infanticídio indígena, da pedofilia, do fim da liberdade religiosa, da pornografia, do divórcio, da violência familiar, do homicídio familiar, do esquartejamento de feto, da pobreza etc. Sem querer defender a coligação PSDB e DEM (antigo PFL da ditadura torturenta e militar), ou do Partido Verde, PSTU, PCO, PT, PSDC, PRTB ou PCB, quero questionar a posição política do pastor Piragine, um pastor que se quer fazer teólogo da Missão Integral da Igreja – mesmo que usada como estratégia de crescimento de Igreja.

Democracia e Intolerância sob o ponto de vista da Teologia Cristã Política

À luz das Teorias do Direito contemporâneo de Jürgen Habermas (4) e de John Rawls (5), as perspectivas sócio-democráticas dos nossos tempos respondem à pluralidade de valores e, sobretudo, às necessárias garantias dos direitos individuais.

Estas teorias democráticas se acenderam devido aos conflitos sangrentos da noite de São Bartolomeu, do conflito religioso na cidade de Münzer, dos massacres aos trabalhadores acontecidos no período da Revolução Industrial, do massacre étnico promovido pelo Nazismo a partir de um princípio de iniquidade religiosa, moral e étnica: conflitos de ontem, conflitos de hoje.

Assim, as Teorias Democráticas do Direito indicam ser necessário que os princípios reguladores das sociedades que pretendem ser democráticas se balizem pela Declaração dos Direitos Humanos. Ora, a luta ideológica destes pensadores, ao defenderem a Democracia e os Direitos Fundamentais, visa contornar as compreensões particulares e intolerantes de mundo que, entre várias possibilidades, objetiva associar liberdade individual à prática da iniquidade religiosa.


A luta pela dissolução da democracia e a ressurreição das compreensões particulares de iniquidade são responsáveis pela morte de evangélicos e católicos no mundo islâmico fundamentalista, é responsável pela morte de torcedores de futebol (palmerenses, flamenguistas, vascaínos, hooligans e muitos outros), foi responsável pelas mortes históricas de negros e índios cometidas inclusive por evangélicos batistas e presbiterianos nos EUA, pela vergonhosa perseguição e preconceito aos bolivianos no subúrbio de São Paulo, pelo preconceito aos nordestinos e pela perseguição fatal ao cristianismo e ao seu fundador nos anos que vão do 34 ao 40 de nossa era cristã.

Em épocas de profundas crises sociais, o ufanismo irrefletido procura culpar a diversidade cultural pelos problemas que lhe sejam atuais: o governo republicano de Bush não revelou ao seu país que o próprio governo americano (nas gestões executivas dos republicanos) tinha militarizado o Iraque de Saddam Hussein e as milícias de Osama Bin Laden na luta contra o Irã e a antiga União Soviética respectivamente, e, após alguns anos, deu andamento a vários massacres militares, pois o julgaram como culpados pela crise sócio-econômica que explodiu nos anos de 2008 e 2009, e porque eram fracos – considerando que os EUA não têm coragem de invadir Cuba, China (a sua maior aliada comercial e cambial) e Irã; a Alemanha nazista queria culpar os judeus, os ciganos, os eslavos etc., por sua crise sócio-econômica surgida após a primeira guerra mundial.

Há vários exemplos de como a ideia de iniquidade surge como medida para excluir o outro para que, assim, se implante um regime político ou religioso purificado da democracia, e sob o terror da justiça apocalíptica de JHWH, Alá, Deus, do Estado Comunista (que é completamente diferente das políticas que se autodiferenciam destas quando se apresentam como socialistas) e, por mais absurdo que possa parecer a todos, de Jesus Cristo (6).

Assim, as discussões sobre a Democracia Deliberativa e sobre os Direitos Universais da Mulher e do Homem, não podem ser vistas sob a ótica da iniquidade religiosa. Immanuel Kant (7) ensina que a convivência política só caminha sob a perspectiva da liberdade e da garantia da individualidade recíproca. Soberanamente, Jesus nos ensina que o outro, mesmo que este seja o Samaritano iníquo (sob o ponto de vista da TORAH farisaica), não deve ser portador de um julgamento moral ou de retaliação social, mas de amor, de amor integral.

No mundo encontrado por Jesus havia absolutizações que escravizavam o homem: absolutização da religião, da tradição e da lei. A religião não era mais a forma como o homem exprimia sua abertura para Deus, mas se substantivara num mundo em si de ritos e sacrifícios. Liga-se à tradição profética (Mc. 7,6-8) e diz que mais importante que o culto é o amor, a justiça e a misericórdia (8).

Indo em colisão aos ensinos de Cristo presentes nos quatros Evangelhos, o Pr. Paschoal Piragine ressuscitou o conceito de iniquidade etnocêntrica usando inteligentemente um mecanismo de manobra ideológica entre palavras e vídeos: vídeo não explica, seduz e co-move; púlpito é espaço de homilia e não de política (ação que exige argumentação e debate público entre opositores). Por este mecanismo de irreflexão e empunhando um ufanismo autodestrutivo, o pastor da Primeira Igreja Batista de Curitiba desferiu a ação curralesca de dirigir os votos de uma Igreja num pleito que se pretende democrático: "não votem …!", em nome de uma religião purificada da iniquidade.

Contudo, mutatis mutandis, se o Pastor Piragini levar às últimas consequências a sua ética da luta veemente contra a iniquidade e, por isso, começar a ver per se que os seus aliados, alguns bispos da CNBB (ou mais especificamente da Canção Nova?) e outros, não cristãos, que ele d iz estarem afins a esta luta, não se adequam ao seu conceito de iniquidade? Ele os trairá pedindo para que a Constituição do Brasil suspenda o direito do catolicismo, do espiritismo, do luteranismo, do presbiterianismo, do pentecostalismo, das religiões indígenas, do ateísmo, dos batistas arminianos, dos batistas calvinistas, dos batistras tradicionais, dos outros batistas que não sejam da Primeira Igreja Batista de Curitiba, dos batistas que não sejam ele mesmo?

Deste modo, pode-se ver que a iniquidade parece ser mais uma ideia subjetiva que o respeito e o amor ao próximo; quando a ideia da iniquidade tem mais peso em vídeos programados para iludirem que as palavras de Jesus, então o conceito de iniquidade deixa de ser divino para ser malévolo.

A iniquidade não pode estar atrelada ao conceito de pureza étnica (9) ou religiosa. Há profundas diferenças entre os conceitos de iniquidade desenvolvidos em passagens do primeiro testamento cristão e aqueles desenvolvidos no segundo testamento cristão. A luta da Igreja de Cristo é por antecipar o Reino de Deus, gozando o eu paráclito e exercendo a transparência de Cristo. A Missão Integral da Igreja de Cristo não deve promover uma batalha da integridade moral burguesa e excludente, mas da integridade humana daqueles que precisam ser filhos de Deus. Se for assim, um pleito democrático sobre a integridade não pode nascer daqueles que sentam em dízimos e constituem abastardas propriedades, mas de todos que queiram lutar por dignidade e que precisam de Deus.

A Missão Integral não é uma experiência teológica onde se discute crescimento estratégico de Igreja, pois não é uma teologia da propaganda concorrencial de marketing mercadológico (10). Antes, a Missão Integral da Igreja é a reflexão de nossa Missão em Cristo que não condena e, por isso, não pede a crucificação ou o banimento constitucional do diferente, do outro.

Todas as vezes que a Igreja retroagir à democracia em nome de uma iniquidade humana, ela pedirá a crucificação de Cristo, tal como os fariseus o fizeram.

Cristianismo não é estratégia nem para crescimento de Igreja e nem para falsidade político-ideológica.

Com John Stott (11), vejo a Missão Integral da Igreja Cristã como uma experiência de repensar a atitude de relação social da igreja com seu tempo, associando-se radicalmente ao Deus encarnado (Cristo Jesus) que nos abre o véu da ignorância e nos chama a dialogar e a cuidar de todos: bons e ruins , ricos e pobres, fortes e fracos.

Existe uma segunda razão por que as pessoas desenvolveram uma aversão pela idéia de conversão. Diz respeito à impressão de imperialismo arrogante que alguns evangelistas às vezes dão (12).
O que nos é proibido é toda retórica tendenciosa, toda manipulação deliberada de resultados, toda artificialidade, hipocrisia e representação, toda atitude de colocar-se em frente a um espelho com o objetivo de, conscientemente, planejar nossos gestos e caretas, toda autopropaganda e autoconfiança. De maneira mais positiva, devemos ser nós mesmos, ser naturais, desenvolver e exercitar os dons que Deus nos deu e, ao mesmo tempo, depositar nossa confiança não em nós mesmos, mas no Espírito, que concorda em operar por meio de nós (13).

Com Jürgen Moltmann, visualizo um imperativo à Igreja de Cristo de vivência pela integridade humana, onde esta comunidade humana de Cristo surja no mundo como antecipação do Reino de Deus (14). A luta pelo novo que vem de Deus é viver, sobretudo, uma fé pascoal (mas não Paschoal) em Cristo – Ele mesmo, filho de Deus, que foi preterido por uma população extasiada (talvez expressando sua opinião por meios de palmas efusivas) que gritou e apoiou veementemente pela libertação de Barrabás.

Considerações Finais

É difícil pedir para que a Igreja de Cristo jogue pedra caluniosa em nome de uma hipotética iniquidade. Nem a mulher adúltera, Estevão, os ladrões, os assassinos, eu mesmo, os homossexuais, os pobres, as crianças que morrem nos lixões de Curitiba (por causa do modelo monetário capitalista – a moeda que tem o rosto de César – que é a mesma que constrói grandes Igrejas Evangélicas), nem mesmo as crianças indígenas que morrem por problemas culturais, por doenças trazidas pelos comerciantes, por ladrões, por missionários bons e maus etc., devem ser objeto de julgamentos, mas de cuidado e amor. Quem deve ter direito à justiça? Quem deve ter direito à igualdade?

É tempo da Igreja de Cristo no Brasil descobrir que ela não vive mais em sociedades absolutistas. Se isso for verdade, o regime democrático que rege constitucionalmente o nosso país pede para que todos exerçam sua cidadania, conheçam a Constituição Federal e participem dos fóruns públicos visando a uma melhor regulamentação do direito público e do privado, sempre à luz da Declaração dos Direitos Humanos. Se alguém satanizar os Direitos Humanos, esse estará satanizando a garantia da liberdade religiosa dos batistas, presbiterianos, católicos, espíritas, negros, índios, brancos, pardos etc. Sem o direito do outro, não há o meu direito; sem o meu direito, não há o direito do outro. Se Deus não amar e cuidar do outro, por que ele haveria de amar e cuidar de mim? Se Deus cuida e ama a mim, por que ele não haveria de amar e cuidar de outros além de mim mesmo?

*Manoel Ribeiro de Moraes Jr é doutor em Ciências da Religião (UMESP), mestre em Ética e Filosofia Política (UERJ) e graduado em Filosofia (UERJ) e em Teologia (STBSB). É Diretor Acadêmico do Seminário Teológico Batista Equatorial/FATEBE e professor adjunto de Filosofia na Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Referências Bibliográficas
BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
CRÜSEMANN, Frank. "A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento" in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
DOUGLAS, M. "A impureza ritual" in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d).
FERRY, Luc. Filosofia Política. El derecho: la nueva querella de los antiguos y los modernos. México: Fondo de cultura económica, 1991.
GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
HABERMAS, Jürgen. "O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade" in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997.
MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.
MOLTMANN, Jürgen. Teologia da Esperança. Estudos sobre os fundamentos e as conseqüências de uma escatologia cristã. São Paulo: Loyola, Teológia, 2005.
MOXNES, Halvor. "Regras de pureza e ordem social" in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995.
PIRAGINE, P. Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções. São Paulo: Vida, 2006.
RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
RAWLS, John. A Theory of Justice. Oxford: Oxford University Press, 1971
RAWLS, John. Political Liberalism. New York: Columbia University Press. 1993.
RAWLS, John. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.
Notas
(1) Lei 9.504/97 regulamentada pelo artigo 13 da Resolução 22.718/2008 do TSE.
(2) Sobre a relação entre o código de ética farisaico que anexa a pureza "étnica" à " iniqüidade religiosa", cf. MOXNES, Halvor. "Regras de pureza e ordem social" in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995, pp. 99-106. Sobre os problemas de interpretação surgidos a partir de relações teológicas não refletidas entre os códigos da Torah e o Novo Testamento cristão, cf. CRÜSEMANN, Frank. "A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento" in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
(3) CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
(4) Cf. HABERMAS, Jürgen. "O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade" in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997, pp. 17-63.
(5) RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(6) GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
(7) RAWLS, J. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(8) BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
(9) A antropóloga inglesa Mary Douglas afirma que as religiões étnicas aprofundam sua demonologia do outro a partir de uma cosmovisão que substancializa o cumprimento das éticas nacionais e a rejeição das outras formas de vida como a única forma de garantir a estabilidade sócio-econômica. Para mais, cf. DOUGLAS, M. "A impureza ritual" in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d), pp. 19-42.
(10) Com a obra Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções (São Paulo: Vida, 2006), Piragine não percebe que o paradigma da Missão Integral foge à lógica estratégica da correlação marketeira entre "crescimento" e "evangelização".
(11) STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.
(12) Idem, ibdem, p. 132.
(13) Idem, p. 154.
(14) MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.

FONTE:  http://www.viomundo.com.br/politica/o-pastor-a-eleicao-e-a-iniquidade.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Artigo Recomendado Por D: A testemunha-bomba do Ali Kamel.
Ou o “Manual da Baixaria”

Olá jose carlos lima,

A seguinte notícia do site Conversa Afiada - A testemunha-bomba do Ali Kamel.
Ou o "Manual da Baixaria"
foi enviada para você por D (mensariodemarte@gmail.com)
Comentário:
N/A
A testemunha-bomba do Ali Kamel.
Ou o "Manual da Baixaria"

Postado Por redacao Em 27 de setembro de 2010 (10:13) Na Categoria PiG

Na foto, o guerrilheiro das FARC que vai destruir a Dilma
Diante do retumbante fracasso do jenio no debate da Record – clique aqui para ler "quer dizer que ele ia virar nos debates" – este ordinário blogueiro reafirma uma de suas teses mais antigas: a baixaria é a última bala do Serra.

(Outra, também de sua predileção: o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente da República do que o Serra.)

Nesta última semana, o Ali Kamel, o mais poderoso jornalista que a Globo já teve, disporá de variado conjunto de baixarias para destruir a Dilma.

Vamos tratar delas, aqui.

- Manipular o Globope e o Datafalha.

Essa é uma arma clássica. Um bacamarte do PiG (*) e da elite branca (no caso de São Paulo, a elite é separatista).

Só no Brasil pesquisa de opinião pública tem essa i mportância.

É porque ela se tornou um instrumento do PiG (*) para manipular (da margem de erro à amostragem) e favorecer o candidato não-trabalhista.

Hoje, dois institutos de pesquisa mineiros – Vox e Sensus – conseguiram quebrar o monopólio do Datafalha e do Globope.

Mas, eles não tem a repercussão que o PiG (*) dá aos outros, tradicionais.

Amigo navegante me diz que, uma semana antes da eleição, o Montenegro do Globope não erra mais.

Já errou tudo o que tinha que errar.

Tenho as minhas dúvidas.

A capacidade de errar do Montenegro é infinita.


- Anabolizar outro escândalo.

O Conversa Afiada desconfia que exista uma central de produção de escândalos, uma espécie de McDonalds da Baixaria.

Uma central única de trabalhadores do Golpe.

Eles produzem a "reportagem", a distribuição da "repo rtagem", a repercussão da "reportagem", a réplica da "reportagem" e a re-alimentação da "reportagem".

O Ali Kamel entra com a edição da "reportagem".

Entra com a distribuição das ênfases.

Como aconteceu no jornal nacional de sábado.

O Estadão produziu  a 267ª. denúncia da semana.

Aí, o jornal nacional fez uma longa reportagem sobre a denúncia.

Um VT completo, com repórter política de Brasília, que, com o que resta de sua credibilidade, dá uma mão de verniz na "reportagem".

Aí chove desmentido, que torna a "reportagem" um não-evento.

Os desmentidos aparecem sem VT, rapidinho, na boca do locutor, um amontoado em cima do outro.

Quer dizer, a denúncia do outro, do Estadão, merece crédito.

Os desmentidos vão para o ralo do Kamel.



- Editar o debate da Globo

Essa é um a velha trapaça da Globo.

Foi o que ela fez na eleição do Collor e quando levou a eleição de 2006 para o segundo turno.

Clique aqui para ler "O primeiro Golpe já houve; falta o segundo".

Utilizar o jornal nacional de sexta e sábado para desmoralizar o candidato trabalhista, sem direito a resposta.

Já não haverá tempo no horário eleitoral para desmontar a patranha.

No jornal nacional não haverá espaço para desmentir o jornal nacional.

Então, mesmo que o jenio tenha o desempenho desastroso como no debate da Record, o Kamel o transformará num Churchill.

E a Dilma será devidamente destroçada, como Ali Kamel de então fez com o Lula diante do Collor: tudo o que o Collor fez de bom e tudo o que a Dilma fez mau.

A esse VT se segue um editorial do Alexandre Maluf Garcia, para dizer que a Democracia se constrói com a vitória do Serra.

(Depois o Eugênio Bucci vai dizer no Estadão que Liberdade de Imprensa é isso aí. Quantos Bucci cabem num Eugênio ?)


-  Coonestar a fraude da urna eletrônica

A Globo é especialista na matéria.

Na primeira eleição do Brizola para governador, a Globo coonestou a patranha que o SNI, a Polícia Federal e uma parte da Justiça Eleitoral montaram para roubar a eleição no computador.

O Ali Kamel conhece o assunto, porque mereceu um modesto livro deste ordinário blogueiro para comprovar o papel criminoso da Globo – "Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral".

Se a eleição terminar apertada, é perfeitamente possível roubar no computador.

O Stanley Burburinho, recentemente e neste ordinário blog, já demonstrou isso.

Eleição no computador sem "papelzinho", como dizia o grande Brizola, é convite à fraude.

Só no Brasil a eleição no computador não tem papelzinho.

Trata-se de uma contribuição de Nelson Jobim, Eduardo Azeredo e Marco Aurélio de Mello á Civilização Pós-Moderna do Ocidente.

Se persistir alguma dúvida, leiam no Valor de hoje, pág. B3, um perfil de Silvio Meira, um dos responsáveis pela criação do "Porto Digital", em Recife, que hoje abriga 160 empresas de TI.

Diz Meira, "Sistema de urna eletrônica está furado".

Qualquer hacker de quinta categoria, desses que poderiam estar a serviço do Graeff, qualquer um pode violar o sistema de apuração do TSE de forma "relativamente simples", diz o Meira.< br />
É a sopa no mel.

O hacker viola, a eleição mela, tem que haver uma recontagem na Florida, edição extra da Fox (jornal nacional) diz que o Bush ganhou, vai tudo para o TSE, o Gilmar Dantas (**) assume a vaga de titular – e o Serra vence, por estreita margem.

E dá uma entrevista gloriosa na bancada do Casal 45 (que se mostrará em êxtase profundo).

Antonin Scalia é o que não falta.


- A última arma: a testemunha-bomba

Livros que analisam a manipulação da televisão para fraudar uma eleição costumam dar dois exemplos clássicos: a edição do debate da Globo para eleger o Collor.

E o que a Televisa (a Globo do México) fez para eleger o Carlos Salinas de Gortari.

Salinas, como se sabe, foi precursor da frente neoliberal que arrasou a América Latina e da qual o Farol de Alexandria é expoente.

Salinas entregou a telefonia do país inteiro ao C arlos Slim e fez dele o homem mais rico do mundo.

O irmão de Salinas, campeão da privatização dos telefones, morreu na cadeira.

Salinas fugiu para a Irlanda.

Clique aqui para ler "FHC corta os pulsos em inglês")

Na véspera da eleição contra Cuháutemoc Cárdenas em 1988, apareceram na televisão uns camponeses para dizer que eram maltratados na fazenda da família de Cárdenas.

Testemunhas-bomba de ultima hora.

Com a cara de infelizes, vilipendiados, perseguidos por patrões impiedosos.

Testemunhas que falavam à alma do povo mexicano.

(Depois, soube-se, eram uns patranheiros, a soldo da campanha do Salinas.)

Deu-se a eleição.

Com patranha e tudo, Cárdenas saiu na frente na apuração pelo computador.

De repente, com a ajuda decisiva da Televisa, se disse "se cayó el sistema" – o sistema pifou.

Depois de dias de impasse, a houve a recontagem, Salinas ganhou e a Televisa celebrou com o Casal 45 dela, um âncora famoso no México de então, Jacobo Zabludovsky.

No programa "24 Horas", Jacobo era uma combinação de Casal 45, a urubóloga, o Waack e o Jabôr, numa só pessoa.

No gabinete ao lado do presidente Salinas havia um pequeno estúdio, sempre pronto para entrar em ação.

Era dali que, quando bem entendesse, concedia entrevistas "exclusivas" à Televisa.

(Este ordinário blogueiro o entrevistou ali mesmo.)

Ali Kamel pode ter uma testemunha bomba escondida na manga: um camponês que trabalhou nas terras do pai da Dilma na Bulgária.

Um torturador da Dilma pode contar se ele "cantou" sob tortura.

Um empregado da lojinha da Dilma pode dizer que ela não recolhia do Fundo de Garantia.

Um guerrilheiro das FARC vai dizer que a Dilma o ensinou a atirar.

(Para assaltar banco, a aula era com o Aloysio Nunes Ferreira.)

Um membro do PCC vai confessar que a Dilma o protegia na Casa Civil.

O Fernandinho Beira-Mar contará que, sem a Dilma, não teria conseguido enriquecer.

O Nem na Rocinha vai dizer que a Dilma é chegada a um pagode lá em cima.

Testemunha é o que não falta.

Zabludovsky muito menos.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

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O falso risco à democracia

by luisnassif

Folha de S.Paulo -

Vladimir Safatle: Os que "defendem a democracia" - 27/09/2010


VLADIMIR SAFATLE

Os que "defendem a democracia'

Por trás dessa "defesa", há uma mutação; com esses defensores, a democracia não precisa de inimigos

A RETA FINAL desta campanha presidencial talvez seja lembrada como o início de um certo realinhamento da política brasileira. Durante o governo Lula, vimos várias críticas às práticas políticas do consórcio governista. De fato, um dos pontos fracos do governo foi a ausência de vontade política capaz de ultrapassar os vícios institucionais da democracia brasileira, suas negociações obscuras, impronunciáveis, assim como de inaugurar um ciclo de aprofundamento das práticas de participação popular na gestão do Estado.
Clique aqui para saber mais sobre o nosso site

Dilma é uma líder extraordinária, diz imprensa estrangeira - Clique aqui

Folha, isenta? Nem o Serra engole essa

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Assim como mostramos (aqui e aqui) que o apoio do Estadão a Serra, na verdade, é uma declaração de "tudo menos Lula", o editorial de hoje, na capa da Folha de S. Paulo não passa de mais uma peça hipócrita de quem coloca desabridamente o jornal a serviço de uma candidatura  e nem sequer assu

Meu comentário

Vou aproveitar o envio via email deste link do Brizola Neto para inserir estes dois textos do Miguel do Rosário:

Globo continua dando cartaz ao ex-presidiário





Essa é demais. Na falta de prata, a mídia está usando qualquer lixo para fundir a bala que irá matar a candidatura de Dilma Rousseff. Dar cartaz a um homem com a ficha criminal de Rubnei Quicóli é simplesmente fim de linha. O homem acusa a Casa Civil de uma propina que não foi paga, não apresenta nenhuma prova de que foi sequer ofertada,  e mesmo assim ganha 7 minutos no Jornal Nacional, e agora a página inteira de abertura do caderno mais importante do jornal O Globo. Repare que a matéria sequer menciona o fato de Quicoli não possuir provas para a acusação que faz. As tais contas que ele apresenta não significam absolutamente nada, visto que ele mesmo informa que não foi paga nenhuma propina. Tampouco menciona o histórico de Quícoli, apresentado pela matéria como "empresário".

Na verdade, a maioria das pessoas não lêem esse tipo de matéria. Mesmo entre os que compram ou assinam o Globo, uma boa parte lê somente a manchete, que traz uma informação caluniosa: "tráfico de influência com conta no exterior". Ora, Quicoli não apresentou prova nenhuma de tráfico de influência, quanto mais de conta no exterior. O filho da Erenice tem outras acusações nas costas, mas não através de Quicoli, que caiu de paraquedas em plena campanha eleitoral cheio de histórias mirabolantes.

O Globo além disso mergulhou de vez no jornalismo de segunda mão. Em vez de apurar as denúncias por conta própria, o jornal repete "segundo Veja" por todo o texto, como se a revista fosse uma fonte primária e como se não fosse... a Veja.

A característica mais marcante do texto, porém, é o uso de verbos na condicional. Como não há prova de nada, o jornal diz apenas que "haveria", "que teriam pago", etc. Examine o início do texto. Eu pus os verbos em cor vermelha:

O esquema de tráfico de influência instalado na Casa Civil contaria até com duas contas em Hong Kong, na China, para onde deveriam ser enviadas as propinas pagas pelas facilidades obtidas, segundo o empresário Rubnei Quícoli, de Campinas. Esse esquema seria comandando pelo ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio de Oliveira, seu sobrinho Vinícius Castro, ex-funcionário da Casa Civil, e Israel Guerra, filho da exministra da pasta Erenice Guerra.

Outro fato curioso é a insistência da mídia em apresentar a saída de um ministro como prova de sua culpabilidade. Trata-se do creme do cinismo canalha. Mesmo sendo inocente, torna-se praticamente inviável à qualquer pessoa exercer um trabalho no Executivo. Além disso, o fato de se agastar não legitima todas as denúncias feitas a ela. Não é um bom sinal, por certo, mas não se pode ignorar o princípio da presunção da inocência só porque a pessoa se demitiu ou foi demitida.

...................
Aqui o segundo texto:

Plínio e os udenistas da direita

Tenho amigos que votarão no Plínio, mas não posso deixar de criticar o udenismo vulgar que o candidato do PSOL usou no debate de domingo, na Record, e que, pela repetição sistemática de clichês moralistas em todo certame, deve ser a estratégia do partido nessa reta final.

A afirmação que "Psol não tolera corrupção" me parece extremamente arrogante, como se o partido pudesse de controlar os vícios humanos. Gaba-se de que o partido não tem casos de corrupção, o que é fácil para um partido minúsculo e criado há poucos anos. A corrupção é um problema vinculado ao poder e ao dinheiro. É claro que os casos aumentam na proporção que um partido ganha poder. Mas como seria ingenuidade pedir que os partidos não ambicionem mais poder, a única solução para o problema é fortalecer as instâncias que investigam a corrupção no país.

Além disso, Plínio foi injusto, porque ele sabe que durante o governo Lula houve um grande aumento na quantidade de operações da Polícia Federal no combate à corrupção. Plnio surfa no antilulismo desinformador da mídia, para vender uma ilusão moralista que ainda engana muita gente.

Após protestar tanto contra a falta de tempo, Plinio tem disperdiçado blocos inteiros nos debates por pura confusão mental. Chamou Dilma de Marina sem sequer corrigir-se depois. Inventou um sofismo tolo e também udenista ao dizer que o aumento do número de investigações significa aumento da roubalheira. Ora, como Plínio pode afirmar que seu governo "não tolera corrupção" e depois zombar, levianamente, do aumento das investitações? Como ele pretende combater "a roubalheira"?

Dou parabéns a Plínio por apontado a concentração dos meios de comunicação, mas achei egoísmo de sua parte criticar apenas a omissão que, segundo ele, a imprensa faz de sua candidatura, e se negar a comentar sobre a acusação dos movimentos sociais, sindicatos, diversos partidos de esquerda, blogueiros e um importante segmento da população contra o papel da imprensa nestas eleições, publicando calúnias contra Dilma Rousseff e fazendo acusações à Serra.

Com todo o respeito que tenho pelo candidato do Psol, não posso deixar de observar que a participação de Plínio no debate mostrou um indivíduo com muita dificuldade de coordenar os pensamentos ou mesmo entender exatamente o que estava acontecendo.

Outro ponto que me incomoda em Plínio é que ele tem partido, sistematicamente, durante os debates, para os ataques pessoais, ad hominem, ou melhor, ad feminam. Os ataques que fez à Marina Silva foram de baixo nível. À Dilma, idem. Ele se acha melhor que os outros?

As centenas de milhares de estudantes que se beneficiaram do Prouni e Reuni também devem ter se sentido bastante ofendidos com as referências jocosas do candidato a esses programas. Suas críticas foram deselegantes, ainda mais por atingir jovens que vivenciam momentos muito emocionantes em suas vidas. Sua desqualificação magom esses estudantes. Plínio, um homem muito rico, esnoba da ascensão social de milhões de brasileiros pobres que ganharam acesso a universidade.

Ao mencionar a educação em São Paulo, num debate com Serra, Plínio cometeu outra grosseria, ao se referir a todos os jovens paulistas como "analfabetos". Esse tipo de afirmação, se é vista como "gracinha" pelos segmentos cultos da sociedade, constituem uma agressão imperdoável aos brasileiros pobres e com pouco acesso à cultura.

Mas eu não voto no Plínio apenas por essas grosserias, típicas de um paulista ricaço e pedante. Eu não aprovo suas propostas. Grande parte de seus eleitores encantam-se apenas com o charme socialista e independente do PSOL, mas poucos atentam para o caráter sectário de suas propostas.

Após o pagamento da dívida externa e a redução da dívida pública, a defesa do calote desta última, por exemplo, é algo simplesmente irresponsável. O Brasil hoje tem condições de ser um importante emissor de títulos públicos no mercado internacional, a juros baixos e a longo prazo. Seria uma estupidez infantil, seria jogar dinheiro fora, decretar um calote que afetaria essa credibilidade conquistada a duras penas. Alem disso, os títulos que formam a dívida pública estão hoje capilarizados junto à população, de maneira que um calote prejudicaria uma quantidade imensa de famílias de classe média.

Quanto ao limite da propriedade, trata-se de uma medida arbitrária e truculenta. Com base em que estudo, o PSOL decreta que mil hectares é o limite? É óbvio que o partido optou por um número "redondo" por uma questão de criar um símbolo. Mas você poderia concluir da mesma forma que o limite é de 2 mil hectares, ou de 3 mil ha, ou de 800 hectares. Ora, está claro que o latifúndio deve ser combatido no país, mas essa medida é tola. Por exemplo, um homem poderia ter até 20 mil hectares improdutivos sob seu controle, mas em nome de familiares. O Brasil precisa de uma reforma fundiaria sim, o que é diferente de uma reforma agrária (embora os temas sejam vinculados), mas não se pode criar uma lei dessas para um país tão desigual. Em áreas próximas a centros urbanos, por exemplo, o Estado poderia dificultar, ou ao menos não incentivar, a concentração fundiária. Mas o mesmo cuidado não seria necessário, não no mesmo grau, em áreas extremamente despovoadas do Centro-Oeste.

O PSOL engaja-se com demasiada facilidade em qualquer campanha contra o governo, o que significa dizer que se engaja sistematicamente contra qualquer ação governamental, aliando-se à mídia nesse tipo de oposição radicalizada e sectária. Desvio do São Francisco, Belo Monte, Angra III, presal? O PSOL parece ser contra tudo, e quando se pedem propostas ao partido, ele responde apenas com abstrações e generalidades.

Jà observei que Plínio tem dois grupos de eleitores. Um é formado pelo jovem idealista, ainda um pouco ingênuo em sua visão de mundo, e confundindo um pouco o fato do PSOL ser um partido muito pequeno e estar a milhas de distância do poder com uma espécie de pureza ideológica e moral.

Outro grupo é formado pelo eleitor meio desorientado com os ataques pesados que a petista sofre na imprensa e nos estratos altos da sociedade. Os ambientes empresariais costumam ser extremamente agressivos no quesito político, com uma disseminação grande de um antipetismo rancoroso. Votar em Plinio ou Marina é como levantar uma bandeirinha branca de paz. Ser eleitor da Dilma é comprar uma guerra constante e nem todo mundo está disposto a isso. Não tanto entre os pobres, onde quase não há o fenômeno do antipetismo, mas sobretudo da classe média para cima. Declarando-se eleitor de Plínio ou Marina, o eleitor é tratado como "civil", e não como "militante" e pode assistir ao combate do lado de fora, sem risco.

Mas a maioria dos eleitores de Plinio, e grande parte dos de Marina, devem ir de Dilma - se houver - no segundo turno.
http://oleododiabo.blogspot.com/

Eduardo Guimarães: Resposta aos barões da imprensa paulista - Clique aqui

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um intervalo para o SPIN,,,...Eu não quero Serra

Um intervalo para o SPIN,,,...Eu não quero Serra
A partir deste momento, até 3 de outubro, vou estar nas ruas pedindo voto prá Dilma
No momento vou à Justiça Eleitoral tirar a segunda via do meu título.
Sempre votei com a carteira de identidade mas nestas eleições isto não será possível.
Como se sabe, os DEMos arrumaran uma cilada para evitar que o povo vote
Eles (demos) legislaram contra o povo ao inserir, em forma de pegadinha, a exigência de 2 documentos para podermos votar.
Os demos sabem que isso seria mais uma chance de retorno ao poder.
Estas ilustres figuras, de Zé Agripino Maia a Marco Maciel passando por Demóstenes Torres, sempre maltrataram e odiaram o povo
Eles nos prejudicaram secularmente.
Não podemos permitir que a bandidagem volte a dirigir este País
Nosso destino, o destino de milhões de brasileiros está em jogo.
Como eles perderem no debate, só lhes resta agora o jogo no qual eles são mestre
O jogo rasteiro, as cabeçadas a la Zidane.
Eles não passarão.

Não vamos deixar, a nossa vitória se deverá, antes de tudo, à participação ativa nesta reta final da eleição
Vamos às ruas  ruas
No corpo-a-corpo com o eleitor, conversar
Cabe a  nós evitarmos o retorno destes larápios de sempre, seculares.

Nesta reta final de campanha os golpes contra a Dilma serão tremendos, isto é certo, sempre foi assim, isto é para nos desmobilizar, nos envenenar, nos desanimar
Na falta de argumentos, uma vez que a capacidade de argumentação da direita é zero, talvez por não ter o que argumentar, partem para  o jogo sujo, as infâmias, as calúnias
Esta velha mídia e seu candidato perderam qualquer limite de decência.

Sem o menor escrúpulo para atingir seus objetivos, vem com questões outras, que não tem nada a ver com o projeto Brasil

A velha mídia e seu candidato Zé Serra querem nada mais nada menos do que desviar a atenção de questões fundamentais e, assim, garantir seu quinhão
Eles querem dar ao pré-sal o mesmo destino que, na Era FHC, foi dado à Vale, à Telebrás, ao patrimônio nacional
Amigos e amigas, às ruas

P.S. - Como o blog-mail me proporciona manter-me ativo na blogosfera sem me tormar muito tempo,  minhas postagens serão feitas, via correio eletrônico, aqui aqui aqui aqui
http://www.josecarloslima78.blogspot.com

Aumentando a pressão

Por Miguel do Rosário - em seu blog

A guerra eleitoral intensifica-se. A criação de factóides pela imprensa atingiu um ritmo febril, e que por isso mesmo torna-se enfadonho e cansativo para a maioria. Colunistas carregam nas tintas contra o governo e sua candidata, mas as pessoas se entediam ao ler esses radicalismos. E Dilma permanece intacta nas pesquisas. O único perigo, de ordem institucional, que seria produzir um clima negativo que desse subsídios para um golpe branco, via Justiça Eleitoral (o famigerado tapetão), também parece afastado - ao menos por enquanto.

A banalização das denúncias advém da própria imprensa, que as acolhe sem critério, sem nenhum disfarce quanto a seus objetivos eleitorais. É claro que existe corrupção no governo federal, mas o combate a ela não pode ser feito através de campanhas de desestabilização política e sim através do fortalecimento e modernização das instituições de controle e auditoria.

Ontem tive a honra de dar palestra numa universidade privada do Rio, a Facha, juntamente com meu colega Igor Bruno, candidato a deputado estadual e também blogueiro. Mediando o debate, um professor de lá declarou que os grandes jornais tornaram-se material de campanha de José Serra, com o que eu concordo, e afirmou que ninguém mais acredita neles, com o que discordo. Essa imprensa ainda é extremamente perigosa, e o barulho que a Veja produziu esta semana prova isso.

O máximo que a frenética produção de factóides tem produzido, no entanto, é tirar alguns pontos de Dilma junto aos mais ricos - e que ironicamente vem migrando não para Serra e sim para Marina Silva. Mas Dilma continua crescendo junto às classes baixas e mesmo junto às classes médias. Mais importante: a eleição acelerou o processo de conscientização de estratos cada vez mais significativos da sociedade quanto à partidarização da mídia, de maneira que, ao mesmo tempo em que desgasta o governo com sua campanha sistemática (mas de forma apenas provisória, até que se perceba a precariedade das denúncias), a imprensa também perde prestígio (neste caso de forma duradoura, porque assinou recibo de sua desonestidade).

Teremos ainda duas semanas de guerra. O campo da esquerda mostra-se mais combativo do que nunca. Não há mais ingenuidade. Não há mais defecção. Todos queremos lutar contra a corrupção e a falta de ética no governo, mas temos plena consciência de que a vitória do PSDB não ajudará em nada nesse sentido. Muito pelo contrário. A esquerda assiste a imprensa blindar o PSDB da forma mais descarada e isso, definitivamente, não sugere nenhuma renovação ética. O tucanato revela-se mais e mais um partido fraco, sem base popular, sem militância, sem sindicatos, sustentado apenas pela mídia e, como tal, submetido e chantageado por meia dúzia de proprietários de meios de comunicação.

Aumentemos a pressão, companheiros! Eu, de minha parte, deixei de lado qualquer outra atividade ou objetivo que não seja a de lutar para que meu país não recaia nas mãos desses traidores. Não ganho um tostão do governo, do PT ou da campanha da Dilma. Luto exclusivamente por minhas idéias. Mais do que pelo meu país, luto pelo mundo inteiro, porque tenho a convicção de que o governo Dilma será muito mais benéfico à paz universal do que uma gestão alinhada aos interesses bélicos dos Estados Unidos, como prometem os ideólogos tucanos.

Intimidados por sua própria debilidade conceitual e ideológica, a oposição procura associar a vitória de Dilma a um projeto totalitário, exatamente na mesma linha que os golpistas faziam em 1964. Neste sentido, é impressionante como alguns tucanos, a começar pelo candidato José Serra, sequer se preocupam em mudar o vocabulário. Pior, Zé Baixaria tem atacado insistentemente os "blogs sujos", o que constitui, além de uma agressão à democracia, uma tremenda honra para nós. É praticamente uma medalha de guerra, porque, ao fazê-lo, ao nos atacar, ao focar sua atenção na blogosfera, ele nos promove a uma espécie de batalhão de elite, uma idéia que sempre me divertiu.

Aproveitando o gancho, quero estender esses méritos guerreiros a todos os comentaristas, deste blog, de todos os blogs, de todos os sites. Cada pessoa que expressa uma opinião, em qualquer parte da internet, dá uma participação fundamental para a construção de nossa democracia. Tenho visto com muita frequência, e ainda mais nos últimos dias, que as notícias dos grandes portais de notícias recebem uma quantidade imensa de comentários críticos e inteligentes. A sociedade brasileira está amadurecendo politicamente a um ritmo que os jornais, definitivamente, não conseguem acompanhar. Surgiu no país uma massa crítica que não tem deixado escapar nenhum artifício eleitoreiro. A nossa democracia, por isso mesmo, nunca foi tão pujante e verdadeira e portanto nunca soou tão ridículo e artificial o medo de alguns segmentos a respeito de um suposto projeto totalitário. Se esse risco existe, nunca foi tão pequeno, e o filete que o separa da inexistência total é justamente a presença de núcleos golpistas no campo conservador, que gozam de apoio midiático, às vezes tácito, muitas vezes explícito.

E por falar em golpismo, quero registrar aqui a última baixaria da campanha de José Serra, desta vez articulada por sua própria esposa, Mônica Serra. A psicóloga esteve ontem no Rio de Janeiro, ao lado do Indio (!) e, dirigindo-se a um trabalhador evangélico que declarara voto em Dilma Rousseff, disse a ele que a petista era "a favor de matar criancinhas".

Trata-se de um absurdo inominável, e juro a vocês que não acreditava que o PSDB fosse descer tão baixo. Nem concebia que esta Mônica Serra se mostrasse uma pessoa tão desclassificada. Quero acreditar que uma insanidade desta receberá o repúdio de toda pessoa esclarecida. Em virtude da gravidade da declaração, fiz três links para as notícias publicadas, no Estadão, no R7 e no meu Clipping. E ainda reproduzo abaixo:


Tal tipo de baixaria só é visto em momentos desesperados de campanhas políticas dos Estados Unidos, onde o moralismo de cunho religioso causa muito impacto. No Brasil, apesar de termos uma população bastante religiosa, ela não tem, felizmente, esse moralismo radical.

A baixaria de Mônica Serra é inaceitável por vários motivos:

  1. É mentirosa e estapafúrdia, por razões óbvias. Insere um grau de violência na campanha que apenas prejudica a qualidade do debate eleitoral. Como debater politicamente com quem fala esse tipo de coisa?
  2. É um argumento desonesto usado comumente por ultra-conservadores que tem posições radicais contra o aborto. Considerando que milhares de mulheres morrem anualmente por conta de abortos clandestinos e pela falta de uma legislação decente que obrigue os hospitais públicos e o SUS a tratá-las de forma adequada, a declaração de Mônica Serra revela-se criminosa. 
  3. É despolitizada e desinformativa, porque o aborto é liberado ou descriminalizado em quase todos os países europeus e em vários estados americanos. 
  4. Agride o debate intenso e delicado que as organizações femininas tem feito nos últimos anos. Esse tipo de declaração, ainda mais quando vindo de um membro respeitado da sociedade civil, não identificado com o fanatismo religioso, provoca, geralmente, um enorme retrocesso nas discussões. Mônica Serra causou prejuízo a todas as mulheres do Brasil que lutam pelo direito de discutir o aborto de forma civilizada.

Por fim, encerro o post com uma boa notícia. Arthur Virgílio pode não se reeleger senador pelo Amazonas.

FONTE: http://oleododiabo.blogspot.com/2010/09/sonia-montenegro-historia-se-repete.html

O que é isso, madame Serra?

Link: http://www.tijolaco.com/26272 (sent via Shareaholic-Publishers)

A D. Monica Serra podia ter ficado sem essa. Aqui, a gente não fica botando a família de ninguém em exposição. Mas quando se registra na imprensa que Madame Serra entra na campanha de rua, como fez hoje aqui em Nova Iguaçu e abordou um evangélico que fazia pregação na rua e que declarou vot

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Mônica Serra: Dilma é a favor de matar criancinhas

by luisnassif

Por Mary

Pode ser que com a ajuda da esposa do "coiso", a campanha engrene e ele suba:

Mulher de José Serra faz
campanha no Rio e ataca Dilma

Com Indio da Costa, Mônica Serra disse que petista é a favor de "matar criancinhas"

Agência Estado

Mônica Serra passou a tarde desta terça-feira (14) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acompanhada de Indio da Costa (DEM), candidato a vice na chapa encabeçada por seu marido, José Serra, anunciando a quem passasse.

- Sou a mulher do Serra e vim pedir seu voto. Na cidade que foi governada pelo candidato ao senado Lindbergh Farias, do PT, nos últimos cinco anos, a mulher de Serra partiu para o ataque à adversária do marido, a petista Dilma Rousseff.=

A um eleitor evangélico, que citava Jesus Cristo como o "único homem que prestou no mundo" e que declarou voto em Dilma, a professora afirmou que a petista é a favor do aborto. Mônica falou com o vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos.

- Ela é a favor de matar as criancinhas.

Continua:

Clique aqui para saber mais sobre o nosso site

Os Amigos do Presidente Lula : Dondoca da Daslú paga mico e ataca Dilma

José Carlos Lima enviou o link de um blog para você:

Sem comentários

Blog: Os Amigos do Presidente Lula
Postagem: Dondoca da Daslú paga mico e ataca Dilma
Link: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/09/dondoca-da-daslu-paga-mico-e-ataca.html
--
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http://www.blogger.com/

A campanha contra Dilma nas igrejas: prepara-se o terreno para mais ataques - Clique aqui

terça-feira, 14 de setembro de 2010

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Re: PSDB insatisfeito com Serra no debate

by Vivian S.
Essa historia de vazamentos de sigilo fiscal vai ter que ser muito bem investigada. A Cesar o que é de Cesar, o que para bom entendedor, ja basta. 
Clique aqui para saber mais sobre o nosso site

Corrupção é crime mais combatido pela PF

Link: http://www.tijolaco.com/26098 (sent via Shareaholic-Publishers)

Em relação à efetividade e ao maior compromisso do governo Lula no combate à corrupção, que comentamos em num post anterior, a Folha de S.Paulo publicou nesta segunda-feira, matéria sobre um trabalho do cientista político da USP, Rogério Arantes, que corrobora as declarações do presidente

Artigo Recomendado Por IV Avatar do Rio Meia Ponte: Folha (*) vai à Unicamp e não pergunta pelo diploma do Serra

Olá jose carlos lima,

A seguinte notícia do site Conversa Afiada - Folha (*) vai à Unicamp e não pergunta pelo diploma do Serra foi enviada para você por IV Avatar do Rio Meia Ponte (josecarloslim70@gmail.com)
Comentário:
N/A
Folha (*) vai à Unicamp e não pergunta pelo diploma do Serra
Postado Por redacao Em 13 de setembro de 2010 (8:30) Na Categoria PiG

Cadê o diploma dele, Dra Cureau ?


A Folha (*) foi ao Rio Grande do Sul e entrevistou o espião que, no regime militar, fazia a campana da Dilma.

A Folha (*) confeccionou a ficha falsa da Dilma.

A Folha (*) foi ao Superior Tribunal  Militar pedir a investigação que o regime militar fez da Dilma.

A Dilma tinha pedido antes, e o STM negou à própria Dilma.

Como diz o Conversa Afiada, a Folha (*) ainda vai entrevistar o torturador da Dilma para saber como ela se comporta sob pressão.

A Folha (*) nunca quis saber como foi o atentado ao Aeroporto de Guararapes, em Recife, atribuído à organização a que o Zé Baixaria pertencia.

A Folha (*) não tratou dos assaltos a banco organizados pelo candidato (**) do Zé Baixaria ao Senado, em São Paulo.

Mas, a F olha, sempre tão diligente, foi à Unicamp vasculhar o curso de pós-graduação da Dilma.

Conclui que ele foi boa aluna em "capitalismo" e péssima em "keynesianismo".

Informação crucial !

Essa Folha (*) é imbatível.

De fato, seria imperdoável chegar às eleições sem que se soubesse disso.

Interessante, porém, que a Folha (*) não aproveitou a viagem à Unicamp para pegar o diploma do Serra.

O Serra deu aula na Unicamp montado num diploma de economista que ele não tem.

A Folha (*) poderia ter prestado este outro relevante serviço à causa da transparência.

Em lugar de proteger um ato de falsidade ideológica.

O Serra não tem diploma de economista nem de engenheiro que possa ser usado no Brasil.

P ortanto, ele não pode dizer à Justiça Eleitoral que é "engenheiro" e "economista", como já disse, em diferentes ocasiões.

Como diz que é o pai dos genéricos, do programa anti-Aids, do FAT, do seguro desemprego, das férias remuneradas, do 13º. , do voto feminino, da fundação da Petrobrás, da penicilina, do Band-Aid, do papel higiênico (de duas folhas), e da pasta dental.

Ele diz qualquer coisa.

E a Folha (*) também.

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da "ditabranda"; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de "bom caráter", porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica art igo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Além de acompanhar o destino eleitoral deste candidato do jenio ao Senado em São Paulo, valeria a pena acompanhar o destino de três outros candidatos escolhidos pelo dedazo do jenio: Jarbas Vasconcelos em Pernambuco; Fernando Gabeira no Rio; e Luiz Paulo Velloso Lucas, no Espírito Santo. Esses são da cota pessoal do jenio.

PC Francês: Pela revolução contra o poder do mercado financeiro - Portal Vermelho

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Prezado(a) jose carlos lima,

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Título: PC Francês: Pela revolução contra o poder do mercado financeiro

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Os Amigos do Presidente Lula : Amaury testemunhou na PF e emitiu nota. JN e r...

José Carlos Lima enviou o link de um blog para você:

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Blog: Os Amigos do Presidente Lula
Postagem: Amaury testemunhou na PF e emitiu nota. JN e resto da imprensa esconde.
Link: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/09/amaury-testemunhou-na-pf-e-emitiu-nota.html

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Montenegro se apaixona pelo poste

by luisnassif
JMF, nem o Montenegro acredita mais na vitória do Serra
Do Poder Online, do iG
(faltou o link)
Montenegro diz que Dilma "quase nocauteou" Serra no debate da Rede TV!
"Até eu que não morria de amores por ela estou começando a gostar"
Do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, ao Poder Online, sobre o debate de ontem, da Rede TV!/Folha de S.Paulo:""Foi um debate muito tenso, mas acho que a Dilma Rousseff se saiu muito bem. Melhor do que os outros.
Primeiro, porque todos preferem formular perguntas a ela, e acaba que a candidata do governo tem muito mais exposição que os outros. O debate vira uma grande entrevista da Dilma.
Depois, porque ela soube lidar com as características de cada um dos adversários: brincou com as brincadeiras do Plínio de Arruda Sampaio; foi simpática com a Marina Silva, que é mulher como ela e participou do mesmo governo; e, sobretudo, encarou o José Serra com altivez.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Artigo Recomendado Por IV Avatar do Rio Meia Ponte: Amaury repete à PF que não violou sigilo.
Dados da filha de Serra são públicos

Olá jose carlos lima,

A seguinte notícia do site Conversa Afiada - Amaury repete à PF que não violou sigilo.
Dados da filha de Serra são públicos
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N/A
Amaury repete à PF que não violou sigilo.
Dados da filha de Serra são públicos

Postado Por redacao Em 13 de setembro de 2010 (18:17) Na Categoria Brasil

O Conversa Afiada acaba de receber um documento sob a forma da "Nota de esclarecimento", assinado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, da TV Record.

Trata-se de súmula do depoimento que prestou hoje à Polícia Federal em São Paulo, a propósito da "Operação Caribe" sobre lavagem de dinheiro.

O depoimento é em torno do livro que Amaury lançará em breve e que já aloprou Serra – clique aqui para ler "O Livro que aloprou Serra".

Como leitura complementar, leia o que Leandro Fortes e a Carta Capital publicaram: como a filha de Serra e a irmã de Dantas abriram 50 milhões de sigilos fiscais e o Governo FHC/Serra abafou.< br />
Neste documento, Amaury reafirma que suas fontes são públicas.

Não violou nenhum sigilo na Receita.

E o mais importante: todos os documentos de seu livro estão, desde hoje, de posse da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, além das promotorias distritais de Miami e de Nova York.

Vai chover pena de tucano para todo lado.

Para ajudar o amigo navegante a entender a questão, o Conversa Afiada publica a "Nota de Esclarecimento"





E e o post que aloprou Serra e trata, com detalhes, da filha do Serra e de seu genro :
Livro desnuda a relação de Serra com Dantas. É por isso que Serra se aloprou

O Conversa Afiada recebeu de amigo navegante mineiro o texto que serve de introdução ao livro "Os porões da privataria" de Amaury Ribeiro Jr., que será lançado logo depois da Copa, em capítulos, na internet.

Vai desembarcar na eleição.

É um trabalho de dez anos de Amaury Ribeiro Jr, que começou quando ele era do Globo e se aprofundou com uma reportagem na IstoÉ sobre a CPI do Banestado.

Não são documentos obtidos com espionagem – como quer fazer crer o PiG (*), na feroz defesa de Serra.

É o resultado de um trabalho minucioso, em cima de documentos oficiais e de fé pública.

Um dos documentos  Amaury Ribeiro obteve depois de a Justiça lhe conceder "exceção da verdade", num processo que Ricardo Sergio de Oliveira move con tra ele. E perdeu.

O processo onde se encontram muitos documentos foi emcaminhado à Justiça pelo notável tucano Antero Paes e Barros e pelo relator da CPI  do Banestado, o petista José Mentor.

Amaury mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização.

Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.

As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amaury teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.

Não foi a Dilma quem falou da empresa da filha do Serra com a irmã do Dantas. Foi o Conversa Afiada.
Que dedica a essa assunto – Serra com Dantas – uma especial atenção.

Leia a introdução ao livro que aloprou o Serra:

Os porões da privataria


Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeo is e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.


Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O "Espanhol", como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …


Atrás da máxima "Siga o dinheiro!", Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.


A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.


(Ricardo Sergio é aquele do "estamos no limite da irresponsabilidade. Se  der m… ", o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).


O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York.  É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.


A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.


O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.


O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.


Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,  em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia  do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.


Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de "empresas-camaleão". No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.


Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para  Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. "São empresas-ônibus", na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.


De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.


Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, "no limite da irresponsabilidade" conforme foi gravado no famoso "Grampo do BNDES" — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…


Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.


(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.

(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.



(*) PiG: Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Fwd: CONVITE - Exposição de Carlos Sena e Divino Sobral



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Carlos Sena Passos
Data: 12 de setembro de 2010 16:08
Assunto: CONVITE - Exposição de Carlos Sena e Divino Sobral
Para: Anselmo Pessoa Neto
Cc: Lista

Caros amigos,

é com grande prazer que os convido para conferirem as obras de Carlos Sena e Divino Sobral, no Projeto Cultural "Um olhar para o bosque", no Park Design Art Home.
De 14 a 27 de setembro na Rua 01, Quadra B1, Lote 07, Setor Oeste.

Atenciosamente,

Carlos Sena

#serracaluniador

A fábrica de dossiê do Zé Baixaria, cujo setor de comunicação social é a Veja, onde o Reinaldo Azevedo é chefe, tem que fechar

#serracaluniador

Esse dossiê fajuto do Zé Baixaria contra a ministra Erenice Guerra não passa de crime de calúnia, cadeia neste vagabundo e arapongas que fizeram essa porcaria

Palavras do Rodrigo Vianna:


Renato Rovai, editor da revista Fórum, lembra outra resposta dada por Dilma: A petista diz que ele vive acusando-a de caluniadora, mas que caluniador é ele. A candidata cedeu um direito de resposta ao tucano, mas lhe deu uma bofetada política forte.

O assunto repercutiu no Twitter, “Serra caluniador” foi um dos temas mais comentados e ironizado na rede. Os usuários aproveitaram a resposta da Dilma para relembrar as acusações sem fundamento do candidato

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/presidenciaveis-fazem-debate-morno-dilma-melhora-e-serra-e-destaque-no-twitter.html

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