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terça-feira, 19 de outubro de 2010

CHICO BUARQUE NO ATO PRÓ-DILMA

"Venho aqui reiterar meu apoio entusiasmado à campanha da Dilma. A forma de governar de Lula é diferente. Ele não fala fino com Washington, nem fala grosso com Bolívia e Paraguai. Por isso, é ouvido e respeitado no mundo todo. Nunca houve na História do país algo assim"

CENTENAS DE INTELECTUAIS LOTAM O TEATRO CASAGRANDE NO RIO. APOIO A DILMA SUPERA ATO PARA LULA EM 2002. TELÕES SÃO COLOCADOS NA CALÇADA PARA OS QUE NÃO CONSEGUIRAM ENTRAR

Marilena Chauí fez um dos discursos mais aplaudidos da noite; classificou os panfletos anti-Dilma como "obscenos". De Oscar Niemeyer a Leonardo Boff; de Chico Buarque a Elba Ramalho; de Emir Sader a Fernando Meirelles, a cultura brasileira em peso foi dizer sim à continuidade do governo Lula e não ao retrocesso obscurantista. Dilma em seu discurso agradeceu o apoio: “As músicas que ouvi e os livros que eu li estão aqui, com todos esses cantores e artistas". Ela defendeu o investimento em cultura e educação como elos indissociáveis de um verdadeiro processo de desenvolvimento: "Não existem formas de dar qualidade ao processo sem valorizar as pessoas. Para diminuir a desigualdade pela raiz é preciso gastar dinheiro com educação de qualidade, pagando professores de forma digna, não recebê-los com cassetetes”. A candidata agradeceu a Emir Sader, organizador do encontro, dizendo: 'Foi o ato mais lindo de toda a campanha'[saiba como participar: 'Inteligência brasileira se mobiliza contra Serra']


ATENTADO À LIBERDADE DE IMPRENSA:
CAMPANHA DE SERRA IMPÕE CENSURA À REVISTA DOS TRABALHADORES

TSE , obsequioso, manda recolher a edição da 'Revista do Brasil' sob alegação de apoio à candidatura Dilma. E o que diz a Folha? Aspas:... ligada à Central Única do Trabalhador (CUT), [a revista do Brasil] proibida de circular pela Justiça Eleitoral, por apresentar conteúdo favorável à campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff, teve anúncios pagos pela estatal Petrobras e pelo Banco do Brasil..." A Veja não teve? Ah, a Folha, uma sentinela da isenção...

ENREDO PARA GARCIA MÁRQUEZ

Dom Bergonzini, bispo da extrema direita num país latinoamericano, encomenda 20 milhões de panfletos que simulam a chancela da Igreja católica para atacar e caluniar a candidata da esquerda nas eleições presidenciais. Um lote do material é descoberto na gráfica da irmã do coordenador da campanha adversária, encabeçada por um falso carola, um papa hostia de ocasião, apoiado pelos endinheirados e conservadores, cuja hipocrisia explode na figura da esposa, uma bailarina que fez aborto e acusa a adversária do marido de ser ' a favor de matar as criancinhas’. A imprensa sem escrúpulos resiste em perguntar: --De onde veio o dinheiro, Dom Bergonzini? Tampouco cogita indagar se o bispo e os donos da gráfica tem contato com outro personagem obscuro, um certo Paulo Preto --que o candidato da hipocrisia conservadora chama de 'Paulo afro-descendente'. Apontado como o caixa 2 da campanha da direita, Paulo desviou R$ 4 milhões, mas guarda segredos e faz ameaças, obrigando o líder a ir aos jornais e declará-lo um cidadão acima de qualquer suspeita.[ Leia outras perguntas silenciadas]
(Carta Maior; 19-10)

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